sábado, 28 de maio de 2011

Capitulo 68 - Sabes que vai doer, nao sabes? (Parte II)

Rita - vamos... Fogo já estou nervosa.

David - Eu posso ir primeiro, cê vai ver que vai passar rápido.

E então lá saíram do carro e dirigiram-se ao Doutor Francisco que lhes indicou a sala onde fazer a transfusão.

D.Francisco - quem é o primeiro? (Retirou a seringa do armário)

Rita - Queres que vá eu? (Dirigiu-se a David)

David - Não, eu vou... Não vai custar nada. (piscou-lhe o olho.

D.Francisco- Então podes despir a camisola e vestir esta bata (entregou-lhe a tal bata)

O David assim o fez. Despiu a camisola, que entregou à Rita, vestiu a bata e deitou-se de lado na marquesa. A Rita sentou-se ao pé dele e agarrou-lhe na mão. Entretanto o D. Francisco também se sentou pronto para iniciar o processo.

D.Francisco - Vá, agora tenta relaxar.

Ele respirou fundo e o doutor começou a enfiar-lhe a agulha no fundo das costas. Apertou a mão da mulher que conseguia ver o seu sofrimento, apesar de este o tentar esconder. David encontrava-se de olhos serrados, talvez para evitar que as lágrimas invadissem o seu rosto.

D. Francisco - Pronto. Já passou (Retirou-lhe a agulha e colocou-lhe um penso) Podes tirar isso e veste a camisola. Rita, agora és tu. (ele passa-lhe a bata, ela tira a camisola e veste-a)

Ela deita-se e o doutor procede com o que fez com David. Rita nao se conseguiu conter e soltou bastantes lágrimas, se calhar pela dor da agulha ou talvez pela dor da doença do filho.

D. Francisco - Pronto. Podes vestir-te. Estejam descansados que assim que tiver o resultado das análises, aviso-vos.

Rita - Obrigada, doutor. (vestiu-se)

Doutor - Mas vá, acalmem-se, senão o bebé sente-se pior...

David - e como é que ele tem estado, doutor?

Doutor - Melhorzinho, como têm visto. Mas nao nos podemos esquecer que é um bebé... Temos que ter muito cuidado e atenção.

David - Pois... Afinal não era nenhuma simples constipação... (Sai da sala)

Rita - David?! Desculpa Doutor (ela ia a sair do consultório mas o doutor voltou a chamá-la)

David - Rita? (Foi ter com ela e agarrou-lhe na mão) Desculpa...  O David tem razão. O erro foi meu.

Rita - Ninguém é perfeito, doutor...

Doutor - A minha imperfeição pode custar uma vida, Rita... Se acontecer alguma coisa eu juro que...

Rita - Não diga isso, doutor. Vamos e vai fazer tudo para que o meu filho sobreviva, tenho a certeza... (abraça-o) Mas vá... vou ver do meu marido...

Doutor - Falas com ele, minha filha?

Rita - Sim, esteja descansado...

Ela foi até ao quarto onde estava o filho ainda a dormir.

Rita - Oh David, nao precisavas de dizer aquilo assim ao senhor! (sussurrou)

David encontrava-se no chão, sentado, quando ela entrou no quarto mas levantou-se assim que ela lhe dirigiu a palavra.

David - Eu acho que ainda nao tou acreditando, meu amô. (chegou ao pé dele e abraçou-o)

Rita - Temos que ter fé, David.. tenho a certeza que o nosso menino ficará bem.

O telémovel de David toca.

David - alô?

D.Regina - Oi, meu filho..

David - Mãe, como é que cê tá?

D. Rê - Vem cá á porta do hospital que eu e seu pai estamos aqui...

David - cês tão aqui?

D. Rê - Vá, vem garoto. (desligou)

David - Vamo vamo... (foi andando até á porta)

Rita - Onde?

David - Meus pais tão cá.

Assim que Rita vê a Dona Rê, corre para a abraçar e quando sente os braços dela a envolverem-lhe o corpo, nao resiste em começar a chorar. David, depois de abraçar o pai, junta-se ao abraço da mãe e da mulher, bastante choroso.

Sr. Lau - Vá, vocês têm que se acalmar.

D.Rê - Sim, seu pai tem razão, Davi... Cês têm que ter fé... o menino vai ficar bem... a gente vai rezar por ele.. Mas agora vamo ver o meu netinho?

Rita - Obrigada, sim, vamos.

Foram todo para o quarto onde o Dêzinho se encontrava, já acordado. Quando viu os avós, esboçou logo um sorriso.

Dêzinho - Vovó?!

D. Rê - Oh meu amô... Como é que cê tá?

Dêzinho - Bem.. (brincava com o Dino) Vó, quero ir pa casa!

D.Rê - Oh garoto... Cê vai sair daqui num estantinho, cê vai ver...

Lau - Então moleque!! Dá um beijo ao seu avô. (Ele esticou-se e deu um beijo babado na bochecha do Lau)

Dêzinho - Papá, posso ir bincar com a Lena? (A Lera era a Madalena: Uma amiguinha que ele tinha arranjado, com a mesma doença mas mais prolongada, na  sala dos brinquedos)

David - Cê só pode ir depois de ir comê, meu amô...

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Capitulo 68 - Sabes que vai doer, nao sabes? (Parte I)

Já se tinha passado uma semana e o Dêzinho continuava internado, no entanto, já não estava a soro, e já ia brincar com os outros meninos.
David e Rita ainda nao tinham ido trabalhar, porque passavam os dias no hospital. Ela já tinha avisado a madrinha que tinha que fazer uma pausa lá na empresa, e já tinha dito á Ines que não ia á faculdade. O David, por outro lado, ainda nao tinha avisado ninguém, apesar de o Rui Costa já lhe ter ligado,  ele nao atendeu. Mas o Ruben deve tê-los avisado.
Entretanto, o Doutor Francisco já tinha falado com eles e iam os dois ceder um pouco da medula, e estava na altura de o fazer.
E enquanto estavam no carro, a dirigirem-se para o hospital:

Rita - Estás com medo?

David - Não (tirou os olhos da estrada e sorriu-lhe)

Rita - Mas sabes que vai doer, não sabes?

David - Sei, meu amô (pousa a sua mao direita na perna dela) Mas nao e preocupa, não.. agente vai ajudar o nosso filhote e nao importa a dor. Doia mais se... ia ser pior se ficassemos sem ele.

Rita - (arrepiou-se) Não digas isso..

David - Sim, desculpa.. Vai ficar tudo bem.. cê vai ver.

Rita - Bem, mas nao vamos falar disso para eu nao ficar nervosa.

David - cê nao tem que ficar nervosa, eu vou tar lá com você

Rita - Sim, eu sei amor... eu sei. É verdade... Tu ainda nao falaste com o Rui (costa) sobre o menino, pois nao?

David - Não, ainda nao tive paciencia para atender o celular.

Rita - Tens que tratar disso

David - Se eu tiver que escolher entre a carreira e o meu filho, nem penso duas vezes, amo.

Rita - Fogo, porque é que isto nos tinha que acontecer a nós

David - Eu acho que nao tou nem acreditando ainda...

Rita - Já contas-te á tua mae?

David - Nao. Ainda nao consegui... Mas ela reparou que eu estava estranho.

Rita - Pois, eu compreendo.

Chegaram ao parque de estacionamento do hospital, ele parou o carro, ambos tiraram o cinto e ficaram a olhar um para o outro...

Capitulo 67 - Tem calma, miuda...

Dêzinho - Quero ir para casa, mamã!

David - Cê vai ter que ficar aqui, meu amô.

Dêzinho - Eu não quero ficar aqui sozinho! (o queixo do bebé começava a tremer... ia começar a chorar a qualquer momento)

Rita - nós nao vamos sair daqui, meu amor. Nunca te vamos deixar sozinho.

Dêzinho - Onde é que está a Vi?

Rita - Está em casa...

Dêzinho - E o padinho?

Ruben - Cucú! Aquii!! (entram todos no quarto e imediatamente aparece um sorrisão no lábios do menino) Então campeão? Como é que vai isso? (aparece por trás de David e coloca-lhe a mão no ombro por uns instantes)

Dêzinho - FIXE! (Fez um gesto de 'Fixe' com o polegar, mesmo à bebé trapalhão)

Ruben - é mesmo assim! dá cá mais 5!

Mas quando o Rui o ia cumprimentar, o menino desmaiou.

Rui - Puto? Meu puto?

Rita - Ó meu Deus!

O David correu a chamar a enfermeira.

Ruben - Tem calma, miuda... Ele fica bem

Rita - Eu não quero perder o meu filho, ruben! (começou a chorar)

Ruben - Ó ritinha! não vais nada perder o teu filho... ele fica bem. Eu sei que sim. (abraça-a)

Enfermeira - (ao entrar no quarto com David, muito apressada) Tenho que vos pedir para sair.

David - Mas...

Enfermeira - Peço desculpa mas têm que sair.

E então lá sairam. Voltaram á infernal sala de espera onde uns estavam sentados e outros em pé a andar de um lado para o outro sem nunca saber o que se passava.

David - Porra, tão demorando tanto, pô!

Rita - Será que está tudo bem? Estou com tanto medo, David.

Ana Rita - Está tudo bem, de certeza. Os médicos cuidam dele.

A enfermeira vem e eles levantam-se logo.

Rita - Então?

Enfermeira - O vosso filho está bem. Agora está a dormir e vou pedir-vos que o deixem descansar. Podem ir para casa descansar também que eu estarei sempre no quarto dele, caso aconteça alguma coisa.

Rita - (olhou para David) David, eu não vou... não saiu daqui.

David - Eu tambem não saiu daqui (sentou-se)

Ruben - David, se calhar é melhor ires para casa.

David - NÃO VOU, PORRA!

Tixa - A sério, é melhor vocês irem.

David - NÃO VOU SAIR DAQUI, CARACA! É O SEU FILHO QUE ESTÁ LÁ DENTRO? NÃO É POIS NÃO? (gritou e foi apanhar ar á porta do hospital)

Rita - David? (levantou-se para ir atrás dele)

Ruben - Eu vou lá (foi a correr ter com o amigo) Mano?

David - Me deixa sozinho, Ruben... (ele estava sentado no chao, encostado á parede com os cotovelos apoiados nos joelhos e nos braços a olhar para o chão)

Ruben - Ó cara de cu, claro que não te vou deixar sozinho.. (senta-se ao pé dele e repara nas lágrimas que lhe escorriam pela cara, passando pelo nariz, até ao chão)

David - Nao pode tar acontecendo isto, mano... Não pode... (levantou a cabeça, mas continuou a chorar)

Ruben - Vamos lá para dentro, vais para casa descansar com a Rita... Fá-lo por ela, pelo menos.

David - Tá bom, Vamo (levantaram-se)

Entraram e voltaram á sala de espera.

David - (limpava os olhos enquanto falava) Vamo, amô?

Rita - Oh amor... (abraça-o e ele pousa o queixo na sua cabeça)

David - Vamo para casa, vamo descansar (Dá-lhe um beijinho no topo da cabeça)

Rita - está bem

Entao foram todos para os seus respectivos carros. Durante o caminho, Rita adormeceu... O David ligou o leitor baixinho e estava a dar a música 'The man who can't be moved' dos The Script. Ainda deixou cair umas lágrimas mas teve que se concentrar na estrada. Quando chegaram á garagem de sua casa, Rita ainda dormia, por isso, ele pegou nela ao colo e levou-a para casa, onde a deitou na cama e foi á casa-de-banho.
Ela acordou e foi á cozinha beber água; voltou para o quarto, despiu-se, deitou a roupa para o chão e voltou a deitar-se. Quando ele saiu da casa-de-banho, foi despir a sua roupa, mandando-a tambem para o chão, ficando só de boxers e como nao tinha sono, foi para a sala ver televisao mas passado umas horas, acabou por adormecer.
Eram 4h00 e Rita acordou com o barulho da televisão por isso foi ter com ele á sala. Desligou a televisão e ajoelhou-se á frente dele.

Rita - David? Anda para a cama...

David - (abrindo os olhos devagarinho) hã?

Rita - vá, vamos.

Ela foi para o quarto e deitou-se para o lado de fora da cama. O david ainda tinha ido á casa de banho e quando voltou, deitou-se na cama e abraçou-a por trás fazendo com que se encaixassem um no outro

Rita - Ainda bem que me acordas-te. (sussurrou)

David - Porquê?

Rita - Estava a ter um pesadelo.

David - (beija-lhe a nuca)  Shiu... não vamos falar sobre isso. Dorme.

Rita - Amo-te

David - Tambem te amo... muito muito muito muito! (apertou a força do abraço <3)

Horas depois acordaram, nem tomaram o pequeno almoço e foram ao hospital ver o menino.
Quando lá chegaram foram logo ao quarto onde ele se encontrava. Ele estava sentado na cama a brincar com um brinquedo que a enfermeira lhe tinha dado.

Dêzinho - papá! mamã! (ele queria saltar para o colo deles, mas ainda estava ligado a soro)

David - Bom dia, meu moleque! (o bebé esticou os braços para o pai e david abraçou-o e deu-lhe muitos beijinho na bochecha)

Rita - Bom dia, meu pequenote! (Ela foi lá e repetiu o gesto de David)

David - agente tem uma surpresinha para você

A Rita tirou da mala um ursinho de peluche que ele pedia á seculos, mas eles ainda nao lhe tinham dado.

Dêzinho - O DINO!! (agarrou-se ao peluche)

David - Dino?

Dêzinho - sim papá! o meu novo amigo.

Efermeira joana - Cucú!

Dêzinho - Olá joaninha

David e Rita - Bom dia.

Enfermeira - Dêzinho, vamos papar?

Dêzinho - não!

David - Ué, não? Vá, o papai dá. (pega no tabuleiro onde estava o pequeno almoço dele e pousou-o na cama)

Dêzinho - Oh papá!

David - Cê vai ter que comer, David.

Dêzinho - Tá beeeeeem...

David sentou-se ao pé do filho, Rita sentou-se na cadeira ao lado da cama, e ele começou a dar a Cerelac  ao bebé.

domingo, 24 de abril de 2011

Capitulo 66 - Chegaram ao hospital - Continuação

Chegaram ao hospital e para não variar, tiveram que ficar á espera. Os  estavam super 4 nervosos, apesar de o Dêzinho andar a brincar com o pai. Chamaram os pais e o filho e lá foram outra vez ter com o médico, o Dt. Francisco.
Infelizmente, o doutor disse que o menino tinha uma broncopneumonia e tinha que ficar internado. Claro que a noticia foi super forte para os pais e tambem para os amigos. Entretanto o médico tratou de o internar e o casal voltou para a sala de espera.
Enquanto Rui e David iam buscar alguma coisa para comer, Rita chorava sentada na cadeira.

Tixa - Oh meu amor. Tem calma. Ele vai ficar bem.

Rita - Algo me diz que não amiga, estou com o coração nas mãos.

Tixa - eu percebo que estejas preocupada, mas nao é assim tao grave... Ele é forte.

Rita - Ele é um bebé.. Como é que pode ser forte?

Tixa - Oh Rita, a sério. Vá acalma-te! Se ele percebe que estás assim ainda vai ficar pior...Vá, eles vêm aí.

Rui - Então Rita? Estás-te a safar?

Rita - Vai-se andando.

David - Ela fica bem, nao é meu amô? (senta-se ao lado dela e dá-lhe um beijo na bochecha)

Rita - Sim, eu estou bem (sorri, dá-lhe um beijinho nos lábios, tentando parecer calma)

Rui - Calma, chavaleca. O puto fica bem.

Enquanto estavam á conversa, o doutor Francisco veio a correr, chamar os pais do David Junior.

D. Francisco - Rita, David... venham comigo.

Rita - Ai... aconteceu alguma coisa?

D. Francisco - Venham (encaminhou-se para o seu consultório. Ela deu a mão ao David e seguiram-no) Sentem-se

E assim fizeram o que o doutor lhes mandou.
O doutor também se sentou, passou a mão pela careca e finalmente os encarou.

David - Pô Doutor, fale logo.

D. Francisco - Lamento... (nesse momento, Rita apertou a mão do marido com toda a força) Fizemos análises ao menino devido ás manchas estranhas no seu pescoço, e chegamos a uma conclusão... O Dêzinho tem leucemia.

Rita largou a mão de David e levou as suas á cara a esconder o imenso choro que se fazia ouvir pelos seus soluços. Olhou para David e ele tinha os olhos com uma grossa camada de lágrimas, prontas a cair, mas mesmo assim, não tirava os olhos do chão. Finalmente encarou o médico.

David - Mas... e o tratamento? (disse finalmente, com a sua voz afagada pelas lagrimas que lhe escorriam pelo rosto)

Doutor - Durante o tratamento, principalmente na fase inicial, os pacientes recebem, quase diariamente, transfusões de hemáceas e de plaquetas, enquanto a medula óssea não recuperar a hematopoese normal.

David - Mas se pode fazer... a transfusão da medula, não é não?

Doutor - Sim sim... vamos começar a procura de medula óssea para o Dêzinho.

David - Eu dou... (disse quase instantaneamente)

Doutor - Eu chamo-o para vir fazer análises para a compatibilidade.

Nesse momento, Rita sai a correr do consultório em direcção ao quarto onde o filho se encontrava.
Quando lá chegou, viu o filho numa cama, ao fundo da sala, com um tubo no nariz, e ligado ao soro. Sentou-se ao lado da sua cama, baixou a cabeça e chorou. Nesse momento entrou David tambem a correr.

Dêzinho - mamã? (colocou a sua mão pequenina na cabeça da mãe)

David - Rita, vem..

Rita - Não vou sair daqui, David.

Dêzinho - Papá, poquê a mamã tá a chorar?

David chegou ao pé do filho e beijou-lhe  a testa com as lágrimas nos olhos

David - Ela está com dor de barriga (tentou fingir) Ela vem já... agente vem já, tá bom? (sorriu)

Dêzinho - Sim.

David - Dá choque aqui ao papai. (abriu a mão para que o filho lhe desse um ''hi5'' ) Vem Ritinha...

Rita - David..

David - Vem, meu amor. ( agarrou nela, que soluçava, e levou-a para fora do quarto)

Rita - Não acredito nisto!

David - Meu amor, olha para mim... (choravam ambos, mas David tentava acalmá-la, por isso agarrou no seu queixo com ambas as mãos) Eu sei que é dificil, amô...

Mas Rita não se acalmava. Chorava compulsivamente e então David resolveu abraça-la e choraram os dois agarrados um ao outro.

Rita - David, acorda-me por favor... isto só pode ser um pesadelo. (Ele abraçou-a com mais força, tentando conter o choro)

Já mais calmo, ele deu-lhe um beijo nos lábios, tentando acalma-la e limpou as suas lágrimas.

David - Vá, vai apanhar um pouquinho de ar... eu vou lá dentro e já chamo você, tá bom?

Rita - Eu quero ir..

David - A sério, meu amô. O David não pode perceber como agente tá! agente tem que ficar forte por ele, né não? Ele vai ficar bom. Eu prometo.

Rita - Está bem, eu já volto.

David - (beija-a uma ultima vez) Te amo.

Rita - Amo-te.

Rita foi andando para a sala de espera e quando abriu as portas que separavam o corredor da mesma, viu já lá Ana Rita e Ruben. Quando fechou as portas atrás de sim, desatou a chorar de novo, por ver os seus amigos e correu para os braços da melhor amiga.

Ana Rita - O que é que e passa amor?

Rita - Rita, o Dêzinho...

Ana Rita - Vá, calma.. olha para mim e fala normalmente.

Rita - (respirou fundo, entre soluços) O meu filho, Rita... O Dêzinho tem leucemia.

Ruben - Foda-se! (levou a mão á cara e sentou-se ao lado de Tixa e Rui, que estavam petrificados depois de saber aquela noticia)

Aparece David ao pé das portas para o corredor, com os olhos super vermelhos.

David - Rita, vem...

Ruben - Mano?

David - Já venho, manz (piscou-lhe o olho, enquanto estendia a mão para que Rita fosse ter com ele... e assim fez, encaminharam-se de novo para o quarto do filho) Meu amor, agora você vai ter de ser forte tá bom? Ele queria ver você..

Rita - Ok... (respirou fundo e preparou-se para entrar no quarto)

Assim que o fez, tentou sorrir.

Rita - Então filhote? (chegou-se ao pé dele e deu-lhe um beijinho na testa)

Dêzinho - Ainda tens doi doi na barriga, mamã?

Rita sorriu vagamente.

Rita - Não filho... a mamã está bem.



PEÇO IMENSA DESCULPA POR NÃO TER POSTADO MAIS CEDO, MAS NÃO ESTAVA COM IMAGINAÇÃO, DESCULPEM. ESPERO QUE COMPREENDAM E QUE DÊEM A VOSSA OPINIÃO SOBRE ESTE ULTIMO CAPITULO. ESPERO QUE TENHAM GOSTADO.
COMENTEM.

P.S - É PARA A BIBIANA <3

Diana Martins

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Capitulo 66 - Chegaram ao hospital... - (Um cheirinho!)

Olá amores! Desculpem por ainda nao ter postado, mas ainda não tive tempo para escrever mais. Hoje já vou escrever um GIGANTE, e compenso-vos. COMENTEM MUITOOO!!!
Fica aqui um cheirinho do próximo capitulo:

Chegaram ao hospital e para não variar, tiveram que ficar á espera. Os  estavam super 4 nervosos, apesar de o Dêzinho andar a brincar com o pai. Chamaram os pais e o filho e lá foram outra vez ter com o médico, o Dt. Francisco.
Infelizmente, o doutor disse que o menino tinha uma broncopneumonia e tinha que ficar internado. Claro que a noticia foi super forte para os pais e tambem para os amigos. Entretanto o médico tratou de o internar e o casal voltou para a sala de espera.
Enquanto Rui e David iam buscar alguma coisa para comer, Rita chorava sentada na cadeira.

Tixa - Oh meu amor. Tem calma. Ele vai ficar bem.

Rita - Algo me diz que não amiga, estou com o coração nas mãos.

Tixa - eu percebo que estejas preocupada, mas nao é assim tao grave... Ele é forte.

Rita - Ele é um bebé.. Como é que pode ser forte?

Tixa - Oh Rita, a sério. Vá acalma-te! Se ele percebe que estás assim ainda vai ficar pior...Vá, eles vêm aí.

Rui - Então Rita? Estás-te a safar?

Rita - Vai-se andando.

David - Ela fica bem, nao é meu amô? (senta-se ao lado dela e dá-lhe um beijo na bochecha)

Rita - Sim, eu estou bem (sorri, dá-lhe um beijinho nos lábios, tentando parecer calma)

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Olá Meninas

Olá meninas, tudo bem?
Antes de mais, quero agradecer a quem comenta e continua a ler a fic. MUITO OBRIGADA
Ora bem... Venho dizer que como sabem, as férias da páscoa estão quase aí, por isso vou tentar postar quase todos os dias... mas não sei se deva. Será que estão a gostar da história? Não recebo quase nenhuns comentários... se vejo que não estão a comentar vou ter que encerrar a fic :s Espero que digam qualquer coisinha! Nem que seja para dizer que não gostaram, ou apenas um =).


(agora a stora está a chegar XD hihihi )

BEIJOCAAAAAAS <3

Diana Martins

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Capitulo 65 - Estou atrasada...


Rita =D
David deixou a mulher e o filho em casa e teve de ir para o treino. Como a Rita tinha que ir para a faculdade, foi á farmácia comprar o medicamento para o menino e deixou-o em casa da Tixa, onde já estavam os outros meninos.

Rita - Olá amor.
Tixa - Oi, queridjinhaa! Olha o meu Dêzinho! (estica os braços para que Rita o pudesse entregar) Dá um beijinho á tia, amor. (e o David dá-lhe um daqueles beijos á bebé, todos babados, na bochecha da Tixa)

Rita – Desculpa não te poder dar muita atenção, mas estou mesmo atrasada!

Tixa – Não faz mal, chuchu.

Rita – Hoje venho buscá-lo só depois do jantar, ok?

Tixa – Está bem, está bem… até logo.

Ela voltou para o seu carrinho e foi para a faculdade.
Á hora de almoço, foi almoçar a um restaurante com a Inês, a nova colega.

Inês – (cortando o bife) Então como é que estão as coisas lá em casa?

Rita – (acaba de mastigar) Estão óptimas… Apesar de o Dêzinho ter andando doentinho.

Inês – A sério?
Rita – Sim, ainda hoje fomos ao hospital com ele…

Inês – E o que é que o médico disse?

O telemóvel de Rita vibrou em cima da mesa. Era uma mensagem.

Rita – (disse enquanto estava a ler a mensagem) O médico disse…

De: Davidjizão!
Mensagem: Oi gatinha! Hoje o Dêzinho fica em casa da Tixa até que horas?

Inês – disse…

Rita – Disse…. (distraída)

Para: Davidjizão!
Mensagem: Olá, meu brasileirinho! Também já estás na hora de almoço? Sim, fica até depois do jantar.


Rita – Espera (o telemóvel voltou a tremer)

De: Davidjizão!
Mensagem: Ah, então vamos ter tempinho para nós, né? ^-^
                        Eu levo o jantar. Sim, estou na hora de almoço. Depois vamos á casa do Fábio, jogar Play, para depois irmos fazer trabalho de ginásio.


Rita ri-se

Para: Davidjizão!
Mensagem: Levas o jantar? Pensei que íamos jantar fora…

Rita – Ele disse que não era nada de especial…


De: Davidjizão!
Mensagem: Nada disso… eu levo uma coisinha para agente comer.

Inês – e não receitou nada?

Para: Davidjizão!
Mensagem: E a sobremesa?


Rita – espera…

De: Davidjizão!
Mensagem: Isso agente depois faz!

Rita – AI QUE TONTO!! (Ri-se)

Para: Davidjizão!
Mensagem: David?! NÃO DIGAS ISSO, QUE EU COMEÇO-ME A RIR NO MEIO DA RUA!! Vá eu tou com a Inês. Vou acabar o almoço… Beijinhos. Te amo, gato.

De: Davidjizão!
Mensagem: Tá bom, gordinha! Te amo
 
Inês – não me estás a ligar nenhuma…

Rita – Desculpa amor. Já acabou. Era o parvo do David.

Inês – chama-lhe parvo… por isso é que tas com esse sorrisinho parvo.

Rita – Então… sorriso parvo, para David parvo.

Inês – Mas vá, estávamos a falar do Dêzinho.

Rita – Ah sim… o medico receitou-lhe um xarope, disse que era só uma constipação.

Inês – pronto, então não deve ser nada.

Rita – ai Inês, não me apetece nada ir agora falar para um anfiteatro cheio de pessoas!

Inês – pois nem eu… mas como nós temos jeito para a coisa, vai correr lindamente!

Rita – já acabaste?

Inês – sim vamos.

Rita – vou só pagar.

Inês – não vais não..

Rita – não?

Inês – não.. já paguei.

Rita – INÊS!!

Inês – há 20 anos, menina!

Rita -  Vá ó chavaleca, vamos lá senão o stor Júlio ainda se passa.

Inês – ya vamos.

Voltaram para a faculdade e entraram na sala. A sala estava cheia e era a vez delas de apresentar o trabalho. Como estavam no curso de marketing e publicidade, nesta disciplina ( Estratégia Empresarial)  tínham que criar um anuncio e incentivar o publico, neste caso os colegas, á compra do mesmo. O stor pediu para falar de um produto á escolha, por isso optaram pela marca de carros, Porsche. A apresentação correu bastante bem, por sinal. No final da aula, o stor foi falar com ela.
P. Julio – Rita, pode falar um segundo?
Rita – sim, diga stor.

P.Julio – Gostei muito da vossa apresentação, por acaso está interessada em fazer uma experiencia numa empresa de publicidade na qual eu tenho acesso? Pode fazer um estagio ou assim.. Posso ajudá-la a progredir na carreira.

Rita – Obrigada, mas não estou interessada, pois já faço um part-time na empresa 2day, como relações publicas.

P. Julio – Ah, por isso é que correu tão bem! Vou-vos dar nota máxima. 20! Parabéns!

Rita – muito obrigada, stor. Um resto de bom dia.(sai da sala)

Inês – tanto tempo?

Rita – INEEEEEEEEEEEES!!!

Inês – há 20 anos… Diz!

Rita – tivemos 20!

Inês – 20? Tas bêbada?

Rita – Não! O stor convidou me para trabalhar num sitio qualquer que ele disse e depois disse que tínhamos 20!

Inês – A sério? Ai mas vamos á casa de banho, senão mijo-me!

Rita – Vamos…

Depois e irem á casa de banho, foram beber café numa pastelaria ao pé da casa da Inês, conversaram durante um tempo e a Inês acabou por ir para a sua casa e Rita foi para a sua quando já eram 19:30h. Entrou em casa e as luzes estavam meio apagadas.

Rita – David, cheguei!

Mas ninguém lhe respondeu. Então ela foi até á sala onde estava o David a dormir no sofá, por isso, para não fazer muito barulho, tirou os sapatos e pousou a mala na cadeira e deitou-se em cima dele, que estava de barriga para baixo, com o braço de fora do sofá com o comando na mão. Quando ela se deitou em cima dele, ele assustou-se e levantou a cabeça, por isso bateu com a nuca no queixo dela.

Rita – (rindo-se) AUU!!! (rebolou e caiu no chão)
David – Ah, desculpa! (vai para cima dela no chão e beija-a)
Rita – trouxeste o jantar?

David – Sim, cê quer ir preparar?

Rita – Sim, tenho fome. Vais lavar a cara para ver se acordas e depois vais ter comigo, ok?

David – Tá bom. (levanta-se rapidamente e estica o braço para que ela pudesse levantar-se)

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Na cozinha:

Rita – (abrindo os sacos) trouxeste arroz de pato? YEEEY!

David – Eu sei que você gosta e como já não comíamos isso há muito tempo… (bebendo agua ao pé do lava-loiças)

Rita – Obrigada

David – Ué? Obrigada? E o meu beijo? (pousa o copo)

Ela vai para a beira dele, coloca os braços á volta do seu pescoço e dá-lhe um beijo lento mas carinhoso. Ele volta-a, agarra-a no quadriz e pousa-a na bancada.
Rita – (durante o beijo) não íamos jantar?

David – Já estou comendo..

Rita – Ainda não mordi nada..

David – (mordendo-lhe a orelha) Morde a mim.

Ela agarra-lhe num pedaço de cabelo e puxa-o o que faz com que ele deitasse a cabeça para trás. Ela aproveita e dá-lhe umas mordidelas no pescoço. Ele levanta a cabeça e beija-a montes e vezes consecutivas. As mãos ele percorriam o corpo dele pousando a direita no seio e a esquerda na perna. Rita tira a camisola , ele levanta os braços para que ela a pudesse tirar também. Ambos desapertam as calças e tiram-nas, para que pudessem colar os corpos logo a seguir. David vai beijando-a desde a boca até ao umbigo o que faz com  que ela vá soltando pequenos gemidos abafados. Ela coloca a mãe dentro dos boxers pretos (onde já se notava a sua erecção) e acaricia-o. Enquanto isso, David tira-lhe o soutien, beija e acaricia-lhe os seios. Ela retira a mão dos boxers, tira a tanga e faz o mesmo com os boxers dele. Já estavam os dois super excitados por isso avançaram um passo no acto e David penetra-a. Enquanto se beijavam, as mãos dele não ficavam quietas no corpo dela. Os movimentos intensificaram-se quando… tocam á campainha.
Rita – Vai atender (mas David não pára ) David!! Pode ser importante.

David – (beija-a) que espere…

Rita – S não fores tu, vou eu!

David – Pronto, vou ver se é alguém de importante. Se não for, não abro. (voltam a insistir na campainha) JÁ VOU!!

David separa-se dela , tapa o ‘David’ com as mãos e vai até ao óculo da porta para ver quem é. Rita ao ver aquela figura não resiste e solta uma grande gargalhada! Quando David vê quem é, diz á tal pessoa para esperar e volta a correr para a cozinha.

David – Se veste, rápido , meu amô. (dizia enquanto vestia os boxers e as calças)

Rita – o que é que se passa? (desceu da bancada e vestiu-se)
David – é o Rui e o Dêzinho.

Rita – Está na hora? Ainda nem são 20h!

David – Pois não… Eu vou abrir.

Rita – Nesse estado? (apontou para baixo)

David – Oh meu deus!

Rita – Calma…(foi buscar um copo que encheu com gelo e levou até ao David)
David – Não vai fazer isso! (levantou a cabeça e fechou os olhos)
Rita – Desculpa… tem que ser. (desapertou-lhe o botão das calças, afastou os boxers e deitou o gelo lá para dentro)

David – AUU!!!

Rita – Vá, tira o gelo que eu vou abrir a porta.

Lá foi ela abrir a porta, e o rui entrou de repente com o bebé ai colo

Rui – FODA-SE, TANTO TEMPO PARA ABRIR A PORTA?!

Rita – o que é que se passa? O que é que o Dêzinho tem?

Rui – Ele desmaiou e a Ana ligou-me. Vamos ao hospital… ela está lá em baixo no carro.

Rita – (chocada) David?!

David – Oi, rui.

Rui – Anda, vamos embora… (saiu, foi para o carro e arrancou para o hospital)

David – Qué que se passa? (pegando na carteira para ir)

Rita – O Dêzinho desmaiou…Vamos!·

E saíram de casa