(...)
Á noite, antes de adormecerem:
Rita - Estou mais descansada por ele estar aqui em casa connosco. ( deitou a cabeça no peito dele)
David - Pois é (Deu-lhe um beijinho na cabeça enquanto lhe fazia festinhas) vou ver se ele está bem (Levantou-se e foi ao quarto do Dê... Voltou momentos depois) Já tá dormindo. (sussurra e volta a deitar-se)
Rita - Ainda bem que já está tudo a ficar bem.. De certeza que vamos arranjar um dador.
David - Parece que a nossa vida levou uma volta de 180º, pô...
Rita - (Pôs-se em cima dele e beijou-o, depois pôs as suas mãos uma em cima da outra no peito dele, onde encostou o queixo e ficou a dar beijinhos no queixo dele) Eu já nem tenho forças para chorar.
David - cê nao vai ter mais que chorar. (Pôs a mão na cara dela e beijou-a)
Os beijos foram ficando mais quentes e o ambiente também. O David tirou a camisola e pôs-se em cima dela sem a parar de beijar.
Ele pôs a sua mão por baixo da camisola dela e como estava sem soutien, ele pousou a mão no seu seio e apertou levemente. Mas tudo aquilo acabou quando o Dêzinho entrou no quarto.
Dê - mamã... (David saiu de cima dela e voltou para onde estava)
Rita - Estás bem, amor? (recompôs-se)
Dê - Tive um sonho mau. Posso domir com voxês?
David - Claro, moleque. Vem cá. (arranjaram espaço entre eles, onde o Dê e o Dino (xD, o boneco) se deitaram. Deitaram-se os dois virados para o lado do menino a fazer-lhe festinhas. O David colocou a outra mão na cabeça de Rita e ela beijou-a)
Dê - Ainda bem que já tou em casa.
David - Cê já vai ficar bom, seu traquina.
Dê - Papá... mamã. Gosto muito de vocês (enroscou-se para o lado da mãe, e David chega-se para ele)
Rita - Nós tambem gostamos muito de ti, pequenino. (Sem querer, uma lágrima escapa dos olhos dela. Lagrima essa que David limpa da cara da mulher)
Dêzinho - durmam bem papá e mamã. (disse de olhos fechados)
Rita - até amanhã.
Acabaram por adormecer os 3.
O dia seguinte era dia de jogo e o Dêzinho estava super entusiasmado por voltar ao estádio, pois iria entrar com o pai, no campo. A Rita vestiu-lhe o equipamento a dizer 'David 23' nas costas e foram para o estádio. O David já se encontrava lá . Antes de começar o jogo, Dêzinho e a mãe, foram até ao balneário. Entraram os dois e repararam que os jogadores já se estavam a equipar.
O pequenino mal entrou no balneário largou a mão da mãe e foi a correr para o pai.
Dê - papáá!! vais marcar um golo para mim, nao vais?
David - Davii! Já tão aqui.. (pega no filho e dá um beijo á Rita)
Dê - Papá, eu quero um golo!
Rita - Olá pessoal
Eles - Olá (Hola, para alguns)
David - Meu amô, eu vou tentar, mas você tem é que falar ali com os avançados. (ele referia-se ao Cardozo e ao Saviola)
Savi - Yo voy a marcar un gol para ti.
O pequenino enroscou-se ao colo do pai, com vergonha.
Dê - ó papá!...
Dont regret anything you do, because in the end, it makes you who you are +.+
sexta-feira, 15 de julho de 2011
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Capitulo 69 - Adeus, Madalena.
Dêzinho - ó papá!
Rita - A Joaninha já vem aí dar-te o pequeno-almoço.
David - Agora o papá vai ter é de ir trabalhar... tá bom?
Dêzinho - vais macar um golo?
Rita - Qualquer dia vais ver o pai ao estádio...
David - E o papá marca um golo pra você..
Dêzinho - Boa, papá!
David - Vá, um beijo. (Dá um beijinho na bochecha do filho, e depois na Rita) Eu venho já (despede-se também dos pais e vai embora)
Rita - Bom trabalho, amor.
(...)
Uma Semana Depois:
David - Não pode ser... Tem de haver algum jeito..
Dr. Francisco - Lamento, mas vamos ter que o por em lista de espera, e esperar que apareça algum dador compatível.
Rita - o senhor tem a certeza ao resultado das análises?
Dr. - Infelizmente, sim... Agora só nos resta esperar... Ele já pode ir para casa até arranjarmos um dador... se ele tiver uma recaida, venham imediatamente para aqui, está bem?
David - Sim...Dr. - A Joana já arrumou as coisinhas dele, é só irem vesti-lo. Podem ir.
Rita - Está bem, doutor. Adeus.
Então, foram até á salinha dos brinquedos onde estavam alguns meninos a brincar. O Dêzinho estava num cantinho da sala, com a Madalena a brincar com legos.
David - Davii?
Dê - Papáááá!! (O menino foi a correr para o pai. Ele agachou-se e envolveu o filho num abraço bastante tornurento)
Rita - Queres ir para casa, amor?
Dê - Sim, mamã..
Rita - Vamos vestir, então...
Foram para o quarto e quando estavam prontos para ir para casa e estavam a ir para a saida do hospital, o Dêzinho disse:
Dê - Mamã, nao podemos ir embora! (estava ao colo do David.)
Rita - Porquê, amor?
Dê - Temos que trazer a Lena, mamã!
David - Agente nao pode fazer isso, meu amô...
No momento em que iam embora, ouviu-se uma correria até ao tal quarto dos brinquedos. Momentos depois, viram uma maca com a Madalena, inconsciente.
Dêzinho - Papá, o que é que a Lena tem?
David - Nada.. (encostou a cabeça do menino ao seu ombro para que ele nao pudesse ver)
A maca dirigiu-se para o quarto ao lado do do David e ouviu-se:
- AFASTEM-SE! (Provavelmente a tentar reanimá-la, gritava o Dr. João)
Dr. Joana - João, esquece... Vou declarar: Hora da Morte: 10h04m...
Assim que a Rita ouviu aquilo, desatou a chorar.
Rita - Vamos embora, David.
Foram para casa e o Dêzinho ficou logo entusiasmado por poder ir brincar com os seus brinquedos.
Minutos depois, quando a Rita estava sentada no sofá, o Dêzinho vai ter com ela.
Dêzinho - mamã?
Rita - Sim?
Dê - O papá?
Rita - Está lá fora. Queres ir brincar com ele?
Dê - sim.
Então abriram a porta vidrada, que dava para o jardim. O David tinha ido dar um mergulho, mas já tinha saido e já estava sentado á beira da mesma, com os joelhos flectidos e com os cotovelos apoiados nos mesmos.
Dê - papá, vamos jogar á bola?
David - Oh amô, o papai vai ter que ir trabalhar (deu-lhe um beijinho na testa assim que se levantou)
Rita - tás bem, amor? (ela tinha reparado que ele estivera a chorar)
David - Tá, gatinha.. (Dá-lhe um beijo rápido) Vou tomar um banho..
Rita - Tá bem.. Eu vou dar de comer a este pirralho.. (o menino riu-se assim que ela o pegou ao colo)
O David foi tomar o duche e a Rita dar de comer ao filho.
Rita - Então, Dê? O que é que te apetece?
Dê- FUTRINHA!
Rita - Maçã ou banana?
Dê - Os dois! (fez '2' com os dedos)
Entao ela cortou a fruta aos bocadinhos e deu-lhe numa tacinha.
David - amô, vou andando. (Disse, ao entrar na cozinha)
Dê - papá, papá! Toma Futrinha! (esticou os braços com a taça numa mao e uma colher na outra) qués banana ou maxã?
David - banana (ri-se)
Dê - Toma... (Dá-lhe um bocadinho)
David - Hum.. que bom. Vá meu amô. o papai tem que ir.
Dêzinho - Amanha quero ir ver o golo! (no dia seguinte havia jogo da Liga Europa: Benfica - PSV)
Rita - Sim, nós vamos.
David - Vá, eu vou indo. Adeus amô.
Dê -Adeus papá.
Rita - Dê, fica a comer, que a mamã vai com o papá á porta.
Dê - Continuou a comer.
Ela foi com ele até à porta.
Rita - Ele parece melhor, nao parece?
David - Sim, já me põe um pouco menos preocupado.
Rita - Vai tudo ficar bem, amor (Colocou a sua mao na cara dele, e ele fez o mesmo na cara dela)
David - (com a testa encostada á dela) Te amo..
Rita - Eu tambem te amo.. (rossou o seu nariz no nariz dele, fazendo-se seguir por um beijo lento e carinhoso que não trocavam há bastante tempo) Até Logo... (Beijou-o outra vez.)
David - Até logo. (E saiu)
domingo, 12 de junho de 2011
sábado, 28 de maio de 2011
Capitulo 68 - Sabes que vai doer, nao sabes? (Parte II)
Rita - vamos... Fogo já estou nervosa.
David - Eu posso ir primeiro, cê vai ver que vai passar rápido.
E então lá saíram do carro e dirigiram-se ao Doutor Francisco que lhes indicou a sala onde fazer a transfusão.
D.Francisco - quem é o primeiro? (Retirou a seringa do armário)
Rita - Queres que vá eu? (Dirigiu-se a David)
David - Não, eu vou... Não vai custar nada. (piscou-lhe o olho.
D.Francisco- Então podes despir a camisola e vestir esta bata (entregou-lhe a tal bata)
O David assim o fez. Despiu a camisola, que entregou à Rita, vestiu a bata e deitou-se de lado na marquesa. A Rita sentou-se ao pé dele e agarrou-lhe na mão. Entretanto o D. Francisco também se sentou pronto para iniciar o processo.
D.Francisco - Vá, agora tenta relaxar.
Ele respirou fundo e o doutor começou a enfiar-lhe a agulha no fundo das costas. Apertou a mão da mulher que conseguia ver o seu sofrimento, apesar de este o tentar esconder. David encontrava-se de olhos serrados, talvez para evitar que as lágrimas invadissem o seu rosto.
D. Francisco - Pronto. Já passou (Retirou-lhe a agulha e colocou-lhe um penso) Podes tirar isso e veste a camisola. Rita, agora és tu. (ele passa-lhe a bata, ela tira a camisola e veste-a)
Ela deita-se e o doutor procede com o que fez com David. Rita nao se conseguiu conter e soltou bastantes lágrimas, se calhar pela dor da agulha ou talvez pela dor da doença do filho.
D. Francisco - Pronto. Podes vestir-te. Estejam descansados que assim que tiver o resultado das análises, aviso-vos.
Rita - Obrigada, doutor. (vestiu-se)
Doutor - Mas vá, acalmem-se, senão o bebé sente-se pior...
David - e como é que ele tem estado, doutor?
Doutor - Melhorzinho, como têm visto. Mas nao nos podemos esquecer que é um bebé... Temos que ter muito cuidado e atenção.
David - Pois... Afinal não era nenhuma simples constipação... (Sai da sala)
Rita - David?! Desculpa Doutor (ela ia a sair do consultório mas o doutor voltou a chamá-la)
David - Rita? (Foi ter com ela e agarrou-lhe na mão) Desculpa... O David tem razão. O erro foi meu.
Rita - Ninguém é perfeito, doutor...
Doutor - A minha imperfeição pode custar uma vida, Rita... Se acontecer alguma coisa eu juro que...
Rita - Não diga isso, doutor. Vamos e vai fazer tudo para que o meu filho sobreviva, tenho a certeza... (abraça-o) Mas vá... vou ver do meu marido...
Doutor - Falas com ele, minha filha?
Rita - Sim, esteja descansado...
Ela foi até ao quarto onde estava o filho ainda a dormir.
Rita - Oh David, nao precisavas de dizer aquilo assim ao senhor! (sussurrou)
David encontrava-se no chão, sentado, quando ela entrou no quarto mas levantou-se assim que ela lhe dirigiu a palavra.
David - Eu acho que ainda nao tou acreditando, meu amô. (chegou ao pé dele e abraçou-o)
Rita - Temos que ter fé, David.. tenho a certeza que o nosso menino ficará bem.
O telémovel de David toca.
David - alô?
D.Regina - Oi, meu filho..
David - Mãe, como é que cê tá?
D. Rê - Vem cá á porta do hospital que eu e seu pai estamos aqui...
David - cês tão aqui?
D. Rê - Vá, vem garoto. (desligou)
David - Vamo vamo... (foi andando até á porta)
Rita - Onde?
David - Meus pais tão cá.
Assim que Rita vê a Dona Rê, corre para a abraçar e quando sente os braços dela a envolverem-lhe o corpo, nao resiste em começar a chorar. David, depois de abraçar o pai, junta-se ao abraço da mãe e da mulher, bastante choroso.
Sr. Lau - Vá, vocês têm que se acalmar.
D.Rê - Sim, seu pai tem razão, Davi... Cês têm que ter fé... o menino vai ficar bem... a gente vai rezar por ele.. Mas agora vamo ver o meu netinho?
Rita - Obrigada, sim, vamos.
Foram todo para o quarto onde o Dêzinho se encontrava, já acordado. Quando viu os avós, esboçou logo um sorriso.
Dêzinho - Vovó?!
D. Rê - Oh meu amô... Como é que cê tá?
Dêzinho - Bem.. (brincava com o Dino) Vó, quero ir pa casa!
D.Rê - Oh garoto... Cê vai sair daqui num estantinho, cê vai ver...
Lau - Então moleque!! Dá um beijo ao seu avô. (Ele esticou-se e deu um beijo babado na bochecha do Lau)
Dêzinho - Papá, posso ir bincar com a Lena? (A Lera era a Madalena: Uma amiguinha que ele tinha arranjado, com a mesma doença mas mais prolongada, na sala dos brinquedos)
David - Cê só pode ir depois de ir comê, meu amô...
David - Eu posso ir primeiro, cê vai ver que vai passar rápido.
E então lá saíram do carro e dirigiram-se ao Doutor Francisco que lhes indicou a sala onde fazer a transfusão.
D.Francisco - quem é o primeiro? (Retirou a seringa do armário)
Rita - Queres que vá eu? (Dirigiu-se a David)
David - Não, eu vou... Não vai custar nada. (piscou-lhe o olho.
D.Francisco- Então podes despir a camisola e vestir esta bata (entregou-lhe a tal bata)
O David assim o fez. Despiu a camisola, que entregou à Rita, vestiu a bata e deitou-se de lado na marquesa. A Rita sentou-se ao pé dele e agarrou-lhe na mão. Entretanto o D. Francisco também se sentou pronto para iniciar o processo.
D.Francisco - Vá, agora tenta relaxar.
Ele respirou fundo e o doutor começou a enfiar-lhe a agulha no fundo das costas. Apertou a mão da mulher que conseguia ver o seu sofrimento, apesar de este o tentar esconder. David encontrava-se de olhos serrados, talvez para evitar que as lágrimas invadissem o seu rosto.
D. Francisco - Pronto. Já passou (Retirou-lhe a agulha e colocou-lhe um penso) Podes tirar isso e veste a camisola. Rita, agora és tu. (ele passa-lhe a bata, ela tira a camisola e veste-a)
Ela deita-se e o doutor procede com o que fez com David. Rita nao se conseguiu conter e soltou bastantes lágrimas, se calhar pela dor da agulha ou talvez pela dor da doença do filho.
D. Francisco - Pronto. Podes vestir-te. Estejam descansados que assim que tiver o resultado das análises, aviso-vos.
Rita - Obrigada, doutor. (vestiu-se)
Doutor - Mas vá, acalmem-se, senão o bebé sente-se pior...
David - e como é que ele tem estado, doutor?
Doutor - Melhorzinho, como têm visto. Mas nao nos podemos esquecer que é um bebé... Temos que ter muito cuidado e atenção.
David - Pois... Afinal não era nenhuma simples constipação... (Sai da sala)
Rita - David?! Desculpa Doutor (ela ia a sair do consultório mas o doutor voltou a chamá-la)
David - Rita? (Foi ter com ela e agarrou-lhe na mão) Desculpa... O David tem razão. O erro foi meu.
Rita - Ninguém é perfeito, doutor...
Doutor - A minha imperfeição pode custar uma vida, Rita... Se acontecer alguma coisa eu juro que...
Rita - Não diga isso, doutor. Vamos e vai fazer tudo para que o meu filho sobreviva, tenho a certeza... (abraça-o) Mas vá... vou ver do meu marido...
Doutor - Falas com ele, minha filha?
Rita - Sim, esteja descansado...
Ela foi até ao quarto onde estava o filho ainda a dormir.
Rita - Oh David, nao precisavas de dizer aquilo assim ao senhor! (sussurrou)
David encontrava-se no chão, sentado, quando ela entrou no quarto mas levantou-se assim que ela lhe dirigiu a palavra.
David - Eu acho que ainda nao tou acreditando, meu amô. (chegou ao pé dele e abraçou-o)
Rita - Temos que ter fé, David.. tenho a certeza que o nosso menino ficará bem.
O telémovel de David toca.
David - alô?
D.Regina - Oi, meu filho..
David - Mãe, como é que cê tá?
D. Rê - Vem cá á porta do hospital que eu e seu pai estamos aqui...
David - cês tão aqui?
D. Rê - Vá, vem garoto. (desligou)
David - Vamo vamo... (foi andando até á porta)
Rita - Onde?
David - Meus pais tão cá.
Assim que Rita vê a Dona Rê, corre para a abraçar e quando sente os braços dela a envolverem-lhe o corpo, nao resiste em começar a chorar. David, depois de abraçar o pai, junta-se ao abraço da mãe e da mulher, bastante choroso.
Sr. Lau - Vá, vocês têm que se acalmar.
D.Rê - Sim, seu pai tem razão, Davi... Cês têm que ter fé... o menino vai ficar bem... a gente vai rezar por ele.. Mas agora vamo ver o meu netinho?
Rita - Obrigada, sim, vamos.
Foram todo para o quarto onde o Dêzinho se encontrava, já acordado. Quando viu os avós, esboçou logo um sorriso.
Dêzinho - Vovó?!
D. Rê - Oh meu amô... Como é que cê tá?
Dêzinho - Bem.. (brincava com o Dino) Vó, quero ir pa casa!
D.Rê - Oh garoto... Cê vai sair daqui num estantinho, cê vai ver...
Lau - Então moleque!! Dá um beijo ao seu avô. (Ele esticou-se e deu um beijo babado na bochecha do Lau)
Dêzinho - Papá, posso ir bincar com a Lena? (A Lera era a Madalena: Uma amiguinha que ele tinha arranjado, com a mesma doença mas mais prolongada, na sala dos brinquedos)
David - Cê só pode ir depois de ir comê, meu amô...
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Capitulo 68 - Sabes que vai doer, nao sabes? (Parte I)
Já se tinha passado uma semana e o Dêzinho continuava internado, no entanto, já não estava a soro, e já ia brincar com os outros meninos.
David e Rita ainda nao tinham ido trabalhar, porque passavam os dias no hospital. Ela já tinha avisado a madrinha que tinha que fazer uma pausa lá na empresa, e já tinha dito á Ines que não ia á faculdade. O David, por outro lado, ainda nao tinha avisado ninguém, apesar de o Rui Costa já lhe ter ligado, ele nao atendeu. Mas o Ruben deve tê-los avisado.
Entretanto, o Doutor Francisco já tinha falado com eles e iam os dois ceder um pouco da medula, e estava na altura de o fazer.
E enquanto estavam no carro, a dirigirem-se para o hospital:
Rita - Estás com medo?
David - Não (tirou os olhos da estrada e sorriu-lhe)
Rita - Mas sabes que vai doer, não sabes?
David - Sei, meu amô (pousa a sua mao direita na perna dela) Mas nao e preocupa, não.. agente vai ajudar o nosso filhote e nao importa a dor. Doia mais se... ia ser pior se ficassemos sem ele.
Rita - (arrepiou-se) Não digas isso..
David - Sim, desculpa.. Vai ficar tudo bem.. cê vai ver.
Rita - Bem, mas nao vamos falar disso para eu nao ficar nervosa.
David - cê nao tem que ficar nervosa, eu vou tar lá com você
Rita - Sim, eu sei amor... eu sei. É verdade... Tu ainda nao falaste com o Rui (costa) sobre o menino, pois nao?
David - Não, ainda nao tive paciencia para atender o celular.
Rita - Tens que tratar disso
David - Se eu tiver que escolher entre a carreira e o meu filho, nem penso duas vezes, amo.
Rita - Fogo, porque é que isto nos tinha que acontecer a nós
David - Eu acho que nao tou nem acreditando ainda...
Rita - Já contas-te á tua mae?
David - Nao. Ainda nao consegui... Mas ela reparou que eu estava estranho.
Rita - Pois, eu compreendo.
Chegaram ao parque de estacionamento do hospital, ele parou o carro, ambos tiraram o cinto e ficaram a olhar um para o outro...
David e Rita ainda nao tinham ido trabalhar, porque passavam os dias no hospital. Ela já tinha avisado a madrinha que tinha que fazer uma pausa lá na empresa, e já tinha dito á Ines que não ia á faculdade. O David, por outro lado, ainda nao tinha avisado ninguém, apesar de o Rui Costa já lhe ter ligado, ele nao atendeu. Mas o Ruben deve tê-los avisado.
Entretanto, o Doutor Francisco já tinha falado com eles e iam os dois ceder um pouco da medula, e estava na altura de o fazer.
E enquanto estavam no carro, a dirigirem-se para o hospital:
Rita - Estás com medo?
David - Não (tirou os olhos da estrada e sorriu-lhe)
Rita - Mas sabes que vai doer, não sabes?
David - Sei, meu amô (pousa a sua mao direita na perna dela) Mas nao e preocupa, não.. agente vai ajudar o nosso filhote e nao importa a dor. Doia mais se... ia ser pior se ficassemos sem ele.
Rita - (arrepiou-se) Não digas isso..
David - Sim, desculpa.. Vai ficar tudo bem.. cê vai ver.
Rita - Bem, mas nao vamos falar disso para eu nao ficar nervosa.
David - cê nao tem que ficar nervosa, eu vou tar lá com você
Rita - Sim, eu sei amor... eu sei. É verdade... Tu ainda nao falaste com o Rui (costa) sobre o menino, pois nao?
David - Não, ainda nao tive paciencia para atender o celular.
Rita - Tens que tratar disso
David - Se eu tiver que escolher entre a carreira e o meu filho, nem penso duas vezes, amo.
Rita - Fogo, porque é que isto nos tinha que acontecer a nós
David - Eu acho que nao tou nem acreditando ainda...
Rita - Já contas-te á tua mae?
David - Nao. Ainda nao consegui... Mas ela reparou que eu estava estranho.
Rita - Pois, eu compreendo.
Chegaram ao parque de estacionamento do hospital, ele parou o carro, ambos tiraram o cinto e ficaram a olhar um para o outro...
Capitulo 67 - Tem calma, miuda...
Dêzinho - Quero ir para casa, mamã!
David - Cê vai ter que ficar aqui, meu amô.
Dêzinho - Eu não quero ficar aqui sozinho! (o queixo do bebé começava a tremer... ia começar a chorar a qualquer momento)
Rita - nós nao vamos sair daqui, meu amor. Nunca te vamos deixar sozinho.
Dêzinho - Onde é que está a Vi?
Rita - Está em casa...
Dêzinho - E o padinho?
Ruben - Cucú! Aquii!! (entram todos no quarto e imediatamente aparece um sorrisão no lábios do menino) Então campeão? Como é que vai isso? (aparece por trás de David e coloca-lhe a mão no ombro por uns instantes)
Dêzinho - FIXE! (Fez um gesto de 'Fixe' com o polegar, mesmo à bebé trapalhão)
Ruben - é mesmo assim! dá cá mais 5!
Mas quando o Rui o ia cumprimentar, o menino desmaiou.
Rui - Puto? Meu puto?
Rita - Ó meu Deus!
O David correu a chamar a enfermeira.
Ruben - Tem calma, miuda... Ele fica bem
Rita - Eu não quero perder o meu filho, ruben! (começou a chorar)
Ruben - Ó ritinha! não vais nada perder o teu filho... ele fica bem. Eu sei que sim. (abraça-a)
Enfermeira - (ao entrar no quarto com David, muito apressada) Tenho que vos pedir para sair.
David - Mas...
Enfermeira - Peço desculpa mas têm que sair.
E então lá sairam. Voltaram á infernal sala de espera onde uns estavam sentados e outros em pé a andar de um lado para o outro sem nunca saber o que se passava.
David - Porra, tão demorando tanto, pô!
Rita - Será que está tudo bem? Estou com tanto medo, David.
Ana Rita - Está tudo bem, de certeza. Os médicos cuidam dele.
A enfermeira vem e eles levantam-se logo.
Rita - Então?
Enfermeira - O vosso filho está bem. Agora está a dormir e vou pedir-vos que o deixem descansar. Podem ir para casa descansar também que eu estarei sempre no quarto dele, caso aconteça alguma coisa.
Rita - (olhou para David) David, eu não vou... não saiu daqui.
David - Eu tambem não saiu daqui (sentou-se)
Ruben - David, se calhar é melhor ires para casa.
David - NÃO VOU, PORRA!
Tixa - A sério, é melhor vocês irem.
David - NÃO VOU SAIR DAQUI, CARACA! É O SEU FILHO QUE ESTÁ LÁ DENTRO? NÃO É POIS NÃO? (gritou e foi apanhar ar á porta do hospital)
Rita - David? (levantou-se para ir atrás dele)
Ruben - Eu vou lá (foi a correr ter com o amigo) Mano?
David - Me deixa sozinho, Ruben... (ele estava sentado no chao, encostado á parede com os cotovelos apoiados nos joelhos e nos braços a olhar para o chão)
Ruben - Ó cara de cu, claro que não te vou deixar sozinho.. (senta-se ao pé dele e repara nas lágrimas que lhe escorriam pela cara, passando pelo nariz, até ao chão)
David - Nao pode tar acontecendo isto, mano... Não pode... (levantou a cabeça, mas continuou a chorar)
Ruben - Vamos lá para dentro, vais para casa descansar com a Rita... Fá-lo por ela, pelo menos.
David - Tá bom, Vamo (levantaram-se)
Entraram e voltaram á sala de espera.
David - (limpava os olhos enquanto falava) Vamo, amô?
Rita - Oh amor... (abraça-o e ele pousa o queixo na sua cabeça)
David - Vamo para casa, vamo descansar (Dá-lhe um beijinho no topo da cabeça)
Rita - está bem
Entao foram todos para os seus respectivos carros. Durante o caminho, Rita adormeceu... O David ligou o leitor baixinho e estava a dar a música 'The man who can't be moved' dos The Script. Ainda deixou cair umas lágrimas mas teve que se concentrar na estrada. Quando chegaram á garagem de sua casa, Rita ainda dormia, por isso, ele pegou nela ao colo e levou-a para casa, onde a deitou na cama e foi á casa-de-banho.
Ela acordou e foi á cozinha beber água; voltou para o quarto, despiu-se, deitou a roupa para o chão e voltou a deitar-se. Quando ele saiu da casa-de-banho, foi despir a sua roupa, mandando-a tambem para o chão, ficando só de boxers e como nao tinha sono, foi para a sala ver televisao mas passado umas horas, acabou por adormecer.
Eram 4h00 e Rita acordou com o barulho da televisão por isso foi ter com ele á sala. Desligou a televisão e ajoelhou-se á frente dele.
Rita - David? Anda para a cama...
David - (abrindo os olhos devagarinho) hã?
Rita - vá, vamos.
Ela foi para o quarto e deitou-se para o lado de fora da cama. O david ainda tinha ido á casa de banho e quando voltou, deitou-se na cama e abraçou-a por trás fazendo com que se encaixassem um no outro
Rita - Ainda bem que me acordas-te. (sussurrou)
David - Porquê?
Rita - Estava a ter um pesadelo.
David - (beija-lhe a nuca) Shiu... não vamos falar sobre isso. Dorme.
Rita - Amo-te
David - Tambem te amo... muito muito muito muito! (apertou a força do abraço <3)
Horas depois acordaram, nem tomaram o pequeno almoço e foram ao hospital ver o menino.
Quando lá chegaram foram logo ao quarto onde ele se encontrava. Ele estava sentado na cama a brincar com um brinquedo que a enfermeira lhe tinha dado.
Dêzinho - papá! mamã! (ele queria saltar para o colo deles, mas ainda estava ligado a soro)
David - Bom dia, meu moleque! (o bebé esticou os braços para o pai e david abraçou-o e deu-lhe muitos beijinho na bochecha)
Rita - Bom dia, meu pequenote! (Ela foi lá e repetiu o gesto de David)
David - agente tem uma surpresinha para você
A Rita tirou da mala um ursinho de peluche que ele pedia á seculos, mas eles ainda nao lhe tinham dado.
Dêzinho - O DINO!! (agarrou-se ao peluche)
David - Dino?
Dêzinho - sim papá! o meu novo amigo.
Efermeira joana - Cucú!
Dêzinho - Olá joaninha
David e Rita - Bom dia.
Enfermeira - Dêzinho, vamos papar?
Dêzinho - não!
David - Ué, não? Vá, o papai dá. (pega no tabuleiro onde estava o pequeno almoço dele e pousou-o na cama)
Dêzinho - Oh papá!
David - Cê vai ter que comer, David.
Dêzinho - Tá beeeeeem...
David sentou-se ao pé do filho, Rita sentou-se na cadeira ao lado da cama, e ele começou a dar a Cerelac ao bebé.
David - Cê vai ter que ficar aqui, meu amô.
Dêzinho - Eu não quero ficar aqui sozinho! (o queixo do bebé começava a tremer... ia começar a chorar a qualquer momento)
Rita - nós nao vamos sair daqui, meu amor. Nunca te vamos deixar sozinho.
Dêzinho - Onde é que está a Vi?
Rita - Está em casa...
Dêzinho - E o padinho?
Ruben - Cucú! Aquii!! (entram todos no quarto e imediatamente aparece um sorrisão no lábios do menino) Então campeão? Como é que vai isso? (aparece por trás de David e coloca-lhe a mão no ombro por uns instantes)
Dêzinho - FIXE! (Fez um gesto de 'Fixe' com o polegar, mesmo à bebé trapalhão)
Ruben - é mesmo assim! dá cá mais 5!
Mas quando o Rui o ia cumprimentar, o menino desmaiou.
Rui - Puto? Meu puto?
Rita - Ó meu Deus!
O David correu a chamar a enfermeira.
Ruben - Tem calma, miuda... Ele fica bem
Rita - Eu não quero perder o meu filho, ruben! (começou a chorar)
Ruben - Ó ritinha! não vais nada perder o teu filho... ele fica bem. Eu sei que sim. (abraça-a)
Enfermeira - (ao entrar no quarto com David, muito apressada) Tenho que vos pedir para sair.
David - Mas...
Enfermeira - Peço desculpa mas têm que sair.
E então lá sairam. Voltaram á infernal sala de espera onde uns estavam sentados e outros em pé a andar de um lado para o outro sem nunca saber o que se passava.
David - Porra, tão demorando tanto, pô!
Rita - Será que está tudo bem? Estou com tanto medo, David.
Ana Rita - Está tudo bem, de certeza. Os médicos cuidam dele.
A enfermeira vem e eles levantam-se logo.
Rita - Então?
Enfermeira - O vosso filho está bem. Agora está a dormir e vou pedir-vos que o deixem descansar. Podem ir para casa descansar também que eu estarei sempre no quarto dele, caso aconteça alguma coisa.
Rita - (olhou para David) David, eu não vou... não saiu daqui.
David - Eu tambem não saiu daqui (sentou-se)
Ruben - David, se calhar é melhor ires para casa.
David - NÃO VOU, PORRA!
Tixa - A sério, é melhor vocês irem.
David - NÃO VOU SAIR DAQUI, CARACA! É O SEU FILHO QUE ESTÁ LÁ DENTRO? NÃO É POIS NÃO? (gritou e foi apanhar ar á porta do hospital)
Rita - David? (levantou-se para ir atrás dele)
Ruben - Eu vou lá (foi a correr ter com o amigo) Mano?
David - Me deixa sozinho, Ruben... (ele estava sentado no chao, encostado á parede com os cotovelos apoiados nos joelhos e nos braços a olhar para o chão)
Ruben - Ó cara de cu, claro que não te vou deixar sozinho.. (senta-se ao pé dele e repara nas lágrimas que lhe escorriam pela cara, passando pelo nariz, até ao chão)
David - Nao pode tar acontecendo isto, mano... Não pode... (levantou a cabeça, mas continuou a chorar)
Ruben - Vamos lá para dentro, vais para casa descansar com a Rita... Fá-lo por ela, pelo menos.
David - Tá bom, Vamo (levantaram-se)
Entraram e voltaram á sala de espera.
David - (limpava os olhos enquanto falava) Vamo, amô?
Rita - Oh amor... (abraça-o e ele pousa o queixo na sua cabeça)
David - Vamo para casa, vamo descansar (Dá-lhe um beijinho no topo da cabeça)
Rita - está bem
Entao foram todos para os seus respectivos carros. Durante o caminho, Rita adormeceu... O David ligou o leitor baixinho e estava a dar a música 'The man who can't be moved' dos The Script. Ainda deixou cair umas lágrimas mas teve que se concentrar na estrada. Quando chegaram á garagem de sua casa, Rita ainda dormia, por isso, ele pegou nela ao colo e levou-a para casa, onde a deitou na cama e foi á casa-de-banho.
Ela acordou e foi á cozinha beber água; voltou para o quarto, despiu-se, deitou a roupa para o chão e voltou a deitar-se. Quando ele saiu da casa-de-banho, foi despir a sua roupa, mandando-a tambem para o chão, ficando só de boxers e como nao tinha sono, foi para a sala ver televisao mas passado umas horas, acabou por adormecer.
Eram 4h00 e Rita acordou com o barulho da televisão por isso foi ter com ele á sala. Desligou a televisão e ajoelhou-se á frente dele.
Rita - David? Anda para a cama...
David - (abrindo os olhos devagarinho) hã?
Rita - vá, vamos.
Ela foi para o quarto e deitou-se para o lado de fora da cama. O david ainda tinha ido á casa de banho e quando voltou, deitou-se na cama e abraçou-a por trás fazendo com que se encaixassem um no outro
Rita - Ainda bem que me acordas-te. (sussurrou)
David - Porquê?
Rita - Estava a ter um pesadelo.
David - (beija-lhe a nuca) Shiu... não vamos falar sobre isso. Dorme.
Rita - Amo-te
David - Tambem te amo... muito muito muito muito! (apertou a força do abraço <3)
Horas depois acordaram, nem tomaram o pequeno almoço e foram ao hospital ver o menino.
Quando lá chegaram foram logo ao quarto onde ele se encontrava. Ele estava sentado na cama a brincar com um brinquedo que a enfermeira lhe tinha dado.
Dêzinho - papá! mamã! (ele queria saltar para o colo deles, mas ainda estava ligado a soro)
David - Bom dia, meu moleque! (o bebé esticou os braços para o pai e david abraçou-o e deu-lhe muitos beijinho na bochecha)
Rita - Bom dia, meu pequenote! (Ela foi lá e repetiu o gesto de David)
David - agente tem uma surpresinha para você
A Rita tirou da mala um ursinho de peluche que ele pedia á seculos, mas eles ainda nao lhe tinham dado.
Dêzinho - O DINO!! (agarrou-se ao peluche)
David - Dino?
Dêzinho - sim papá! o meu novo amigo.
Efermeira joana - Cucú!
Dêzinho - Olá joaninha
David e Rita - Bom dia.
Enfermeira - Dêzinho, vamos papar?
Dêzinho - não!
David - Ué, não? Vá, o papai dá. (pega no tabuleiro onde estava o pequeno almoço dele e pousou-o na cama)
Dêzinho - Oh papá!
David - Cê vai ter que comer, David.
Dêzinho - Tá beeeeeem...
David sentou-se ao pé do filho, Rita sentou-se na cadeira ao lado da cama, e ele começou a dar a Cerelac ao bebé.
domingo, 24 de abril de 2011
Capitulo 66 - Chegaram ao hospital - Continuação
Infelizmente, o doutor disse que o menino tinha uma broncopneumonia e tinha que ficar internado. Claro que a noticia foi super forte para os pais e tambem para os amigos. Entretanto o médico tratou de o internar e o casal voltou para a sala de espera.
Enquanto Rui e David iam buscar alguma coisa para comer, Rita chorava sentada na cadeira.
Tixa - Oh meu amor. Tem calma. Ele vai ficar bem.
Rita - Algo me diz que não amiga, estou com o coração nas mãos.
Tixa - eu percebo que estejas preocupada, mas nao é assim tao grave... Ele é forte.
Rita - Ele é um bebé.. Como é que pode ser forte?
Tixa - Oh Rita, a sério. Vá acalma-te! Se ele percebe que estás assim ainda vai ficar pior...Vá, eles vêm aí.
Rui - Então Rita? Estás-te a safar?
Rita - Vai-se andando.
David - Ela fica bem, nao é meu amô? (senta-se ao lado dela e dá-lhe um beijo na bochecha)
Rita - Sim, eu estou bem (sorri, dá-lhe um beijinho nos lábios, tentando parecer calma)
Rui - Calma, chavaleca. O puto fica bem.
Enquanto estavam á conversa, o doutor Francisco veio a correr, chamar os pais do David Junior.
D. Francisco - Rita, David... venham comigo.
Rita - Ai... aconteceu alguma coisa?
D. Francisco - Venham (encaminhou-se para o seu consultório. Ela deu a mão ao David e seguiram-no) Sentem-se
E assim fizeram o que o doutor lhes mandou.
O doutor também se sentou, passou a mão pela careca e finalmente os encarou.
David - Pô Doutor, fale logo.
D. Francisco - Lamento... (nesse momento, Rita apertou a mão do marido com toda a força) Fizemos análises ao menino devido ás manchas estranhas no seu pescoço, e chegamos a uma conclusão... O Dêzinho tem leucemia.
Rita largou a mão de David e levou as suas á cara a esconder o imenso choro que se fazia ouvir pelos seus soluços. Olhou para David e ele tinha os olhos com uma grossa camada de lágrimas, prontas a cair, mas mesmo assim, não tirava os olhos do chão. Finalmente encarou o médico.
David - Mas... e o tratamento? (disse finalmente, com a sua voz afagada pelas lagrimas que lhe escorriam pelo rosto)
Doutor - Durante o tratamento, principalmente na fase inicial, os pacientes recebem, quase diariamente, transfusões de hemáceas e de plaquetas, enquanto a medula óssea não recuperar a hematopoese normal.
David - Mas se pode fazer... a transfusão da medula, não é não?
Doutor - Sim sim... vamos começar a procura de medula óssea para o Dêzinho.
David - Eu dou... (disse quase instantaneamente)
Doutor - Eu chamo-o para vir fazer análises para a compatibilidade.
Nesse momento, Rita sai a correr do consultório em direcção ao quarto onde o filho se encontrava.
Quando lá chegou, viu o filho numa cama, ao fundo da sala, com um tubo no nariz, e ligado ao soro. Sentou-se ao lado da sua cama, baixou a cabeça e chorou. Nesse momento entrou David tambem a correr.
Dêzinho - mamã? (colocou a sua mão pequenina na cabeça da mãe)
David - Rita, vem..
Rita - Não vou sair daqui, David.
Dêzinho - Papá, poquê a mamã tá a chorar?
David chegou ao pé do filho e beijou-lhe a testa com as lágrimas nos olhos
David - Ela está com dor de barriga (tentou fingir) Ela vem já... agente vem já, tá bom? (sorriu)
Dêzinho - Sim.
David - Dá choque aqui ao papai. (abriu a mão para que o filho lhe desse um ''hi5'' ) Vem Ritinha...
Rita - David..
David - Vem, meu amor. ( agarrou nela, que soluçava, e levou-a para fora do quarto)
Rita - Não acredito nisto!
David - Meu amor, olha para mim... (choravam ambos, mas David tentava acalmá-la, por isso agarrou no seu queixo com ambas as mãos) Eu sei que é dificil, amô...
Mas Rita não se acalmava. Chorava compulsivamente e então David resolveu abraça-la e choraram os dois agarrados um ao outro.
Rita - David, acorda-me por favor... isto só pode ser um pesadelo. (Ele abraçou-a com mais força, tentando conter o choro)
Já mais calmo, ele deu-lhe um beijo nos lábios, tentando acalma-la e limpou as suas lágrimas.
David - Vá, vai apanhar um pouquinho de ar... eu vou lá dentro e já chamo você, tá bom?
Rita - Eu quero ir..
David - A sério, meu amô. O David não pode perceber como agente tá! agente tem que ficar forte por ele, né não? Ele vai ficar bom. Eu prometo.
Rita - Está bem, eu já volto.
David - (beija-a uma ultima vez) Te amo.
Rita - Amo-te.
Rita foi andando para a sala de espera e quando abriu as portas que separavam o corredor da mesma, viu já lá Ana Rita e Ruben. Quando fechou as portas atrás de sim, desatou a chorar de novo, por ver os seus amigos e correu para os braços da melhor amiga.
Ana Rita - O que é que e passa amor?
Rita - Rita, o Dêzinho...
Ana Rita - Vá, calma.. olha para mim e fala normalmente.
Rita - (respirou fundo, entre soluços) O meu filho, Rita... O Dêzinho tem leucemia.
Ruben - Foda-se! (levou a mão á cara e sentou-se ao lado de Tixa e Rui, que estavam petrificados depois de saber aquela noticia)
Aparece David ao pé das portas para o corredor, com os olhos super vermelhos.
David - Rita, vem...
Ruben - Mano?
David - Já venho, manz (piscou-lhe o olho, enquanto estendia a mão para que Rita fosse ter com ele... e assim fez, encaminharam-se de novo para o quarto do filho) Meu amor, agora você vai ter de ser forte tá bom? Ele queria ver você..
Rita - Ok... (respirou fundo e preparou-se para entrar no quarto)
Assim que o fez, tentou sorrir.
Rita - Então filhote? (chegou-se ao pé dele e deu-lhe um beijinho na testa)
Dêzinho - Ainda tens doi doi na barriga, mamã?
Rita sorriu vagamente.
Rita - Não filho... a mamã está bem.
PEÇO IMENSA DESCULPA POR NÃO TER POSTADO MAIS CEDO, MAS NÃO ESTAVA COM IMAGINAÇÃO, DESCULPEM. ESPERO QUE COMPREENDAM E QUE DÊEM A VOSSA OPINIÃO SOBRE ESTE ULTIMO CAPITULO. ESPERO QUE TENHAM GOSTADO.
COMENTEM.
P.S - É PARA A BIBIANA <3
Diana Martins
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