quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Capitulo 71 - Ó marido, há aqui um rapazinho que quer dormir com a tua filha, hoje!

David - Oh, cê conhece o Savi.. Pode falar..

Cardozo : you también te dedico un gol !

David : Tá vendo ? vão ser todos para você ! ( entretanto chega o mister Jesus)

JJ - Bem, se vão haver tantos golos para ti, tens que vir cá mais vezes, pequenote.

Dê - papá, vamos embora.

David - Já tá ficando envergonhado.. Agora você e a sua mãe vão para ali para o tunel que eu já vou ter com voês, tá bom?

Então Rita e o filho dirigiram-se para o túnel, onde já estava a equipa do PSV e os outros meninos que costumam entrar com os jogadores no relvado.
Quando os heróis do Benfica chegaram e estavam prontos para entrar, o David pegou no filho ao colo.

Rita - Boa sorte, amor. (fez-lhe uma festinha na cara)

David - Te amo (deu-lhe um beijo com o filho ao colo)

Jorge Jesus - Ó menino David, desculpa lá estar a interromper o seu momento de amor... mas mexa lá esse cu para entrar em campo concentrado, se faz favor. (Dizia o treinador, contendo um riso)

David - Desculpe, Mister (Riu-se)

Rita - Vá, vai lá.
Então os David's prepararam-se para entrar em campo e assim o fizeram. Depois de acabar o hino do Glorioso e o David fazer as suas rezas habituais, o pequeno David foi o ultimo a sair do relvado atrás dos outros meninos.
Infelizmente a noticia da doença do filho do defesa do Benfica já não era segredo, devido à habitual comunicação social, por isso, num gesto de solidariedade, os No Name Boys iniciaram um cântico até ao menino sair do relvado, do género:"DAVID LUIIIIIZ *palmas* DAVID LUIIIIZ *palmas*"
O menino foi ter com a mãe e saltou para o seu colo.

Dêzinho - Mamã! Tás a ouvir? é para o papá!!!

Rita - Pois é, amor. Gostaste?

Dêzinho - Sim, mamã... Agora podemos ir ter com a Vi?

Rita - Claro, vamos.

Dirigiram-se então para os camarotes onde estavam a Ana Rita e a Vi com as amigas do costume

Dêzinho - VII!! Oláá!

Vi - Olá Dê! (Sentaram-se)

Ana Rita - Ai ai, agora só queres a Vi? E nós?

Dê - OLÁ TITI!! Olá Tixa e Mixa (Era como ele conseguia dizer 'Mariza [Voltou a levantar-se para ir dar beijinhos ás outras])

Ana Rita - Vá, Vi, senta-te para veres o papá a jogar.

Dê - o papá já vai dar, mamã? (disse para a mãe)

Rita - Sim Dê. Está ali, amor. Senta-te ao pé da Vi, vá.

E os pequenos assim fizeram. Ficaram a olhar para o jogo, mesmo sem perceber nada, até que o PSV marca segundos antes de acabar a primeira parte, o que fez com que o clube da Luz ficasse em desvantagem por um golo.

Dê - Mamã! é golo!!!

Rita - ó filho, é golo mas nao +e Benfica, por isso não se festeja.

Mariza - Bolas, aquele palhaço teve que marcar logo agora -.-''

Rita - descansem que para a segunda parte eles recuperam..

Mariza - Claro que sim.. Espero eu!

Entretanto foi intervalo e depois de tentar com que os pequenos nao fizessem traquinisses e de algumas bebidas, começou a segunda parte em que o Benfica entrou bem confiante. Quem marcou o golo do empate foi Pablo Aimar aos 50min de jogo. De seguida, dois golos do grande Salvio, e outro do Saviola quase no fim do jogo, aos 89 min.

Rita - Eu disse que iamos dar a volta.

Dê - E o Savi marcou um golo para mim, mamã!

Rita - és um menino cheio de sorte, já viste?

Dê - Agora só falta o papá. (disse o pequeno, já cheio de atenção ao jogo.)

E foi já no tempo de compensação que David Luiz saiu com a bola da defesa até aos avançados e passou a bola a Óscar Cardozo que voltou a passar a bola para o numero 23, o que fez com que esse conseguisse marcar o 5º golo do Benfica.

Dê - MAMÃ!! GOLO DO PAPÁ!!  (Todos gritaram no estádio, incluido quem estava no camarote. )

O David dirigiu-se em direcçao do tal camarote e mandou um beijo para o filho e para a mulher e não teve mais tempo para mais nada, pois os colegas mandaram-se para cima dele a festejar o golo. Era o golo para o filho, por isso, o autor do golo nao conseguiu fazer mais nada senão chorar... Não era uma altura facil, como devem imaginar.
Quando acabaram os festejos, e o David estava com algumas lágrimas no rosto, apenas o Ruben foi ter para lhe dar um grande abraço.

Ruben - Boa, mano. E não fiques assim... Tudo vai ficar bem, puto. Agora vamos acabar de dar cabo deles.

Depois de mais uns segundos, o jogo terminou e todos os jogadores festejaram a passagem da primeira volta dos quartos de final da Liga Europa.
Quem estava no camarote, depressa se dirigiu para voltarem para as suas casas. Quando ja estavam ao pé dos seus caros, o Dê estava a implorar para ir dormir com a Vi.

Dê - Oh mamã!! Deixa lá!! Deixa eu ir domir com a vi, vá lá!

Rita - Oh Filho, nao sei. Nao queremos dar trabalho á titi Rita e ao tio Ruben.

Ana Rita - Oh, não trabalho nenhum! E não ha problema de ele ir lá dormir!

Rita - Não sei.. Deixa o David chegar

Dê - Óh mamã! Vá lá!

Rita - Deixa o pai chegar, David. Depois logo se vê.

Ruben - (chegando com David) Olá Bonecas

Ana Rita - Olha Marido, há alguem que quer dormir com a tua filha hoje...

Ruben - e quem é o malandro? (metendo-se com o Dê, que já se encontrava ao colo do pai)

Ana Rita - é esse menino.

Rita - Eu não sei se é boa ideia.

David - Ele quer ir dormir a casa deles, é?

Rita - Sim. Qué que achas?

David - Hum, nao sei. Agente não quer dar trabalho, né.

Ruben - Não dão trabalho nenhum. Eu sei que vocês estão receosos, mas se acontecer alguma coisa, nós batemos á vossa porta. Ainda se vivessem longe, mas como vivem lá ao lado, nao há problema.

David - Então eu acho que é numa boa.

Ana Rita - Sim, e tu e o David precisam de estar sozinhos. (sussurrou ao ouvido de Rita)



Rita - Achas? Não tenho paciencia para isso, agora.

Ana Rita - Pareces uma velha a falar, Rita.

Ruben - vá, vamos óh marida?

Ana Rita - Vamos vá. O Dê vai connosco?

David - Não sei. Cê quer ir com quem, moleque?

Dê - Posso ir com a Vi no carro, papá?

David - Pode. Vou só pegar a cadeirinha, tá bom?

Entao a Ana e o Ruben despediram-se da Rita enquanto o David punha a cadeira no carro do Ruben. Depois os pais de Dê despediram-se dos meninos e entraram no seu carro.

A caminho de casa:

Rita - Parabéns pelo golo, meu brasileirinho. (disse, encostando a cabeça no banco, virada para ele)

David - Obrigado, gatinha (pôs-lhe a mão na perna)

Rita - Emocionaste-te, não foi?

David - Hum hum.

Rita - Foi bonito o momento do abraço do Ruben

David - Rita, nao vamo falar sobre isso.. tá bom? (disse o David, tirando os olhos da estrada para lhe responder rapidamente)

Rita - Sim, desculpa (voltou a olhar para a estrada)

E fez-se silencio durante toda a viagem, até que chegaram a casa.

Rita - O que é que queres para o jantar?

David - Não quero nada, gata. Vou-me deitar, tá bom? (deu-lhe um beijo na testa)

Rita - Estás bem?

David - Estou.

Rita - Então vá, eu vou comer qualquer coisa e já vou ter contigo

David - Até já.

A Rita depois de se despachar foi para o quarto para se preparar para dormir. O David tambem já estava a dormir e encontrava-se de barriga para baixo, de boxers, como de costume. Entao a Rita despiu-se e vestiu a habitual t-shirt e os boxers e deitou-se ao lado dele. Ele já dormia, mas mesmo assim ela beijou-o nos lábios. Ele sentiu o beijo e tambem a beijou, apertando-a contra si.

David - Fui bruto com você, á bocadinho?

Rita - Não te preocupes

David - Desculpa.

Rita - Shiu... (beijou-o)

David - Vamo dormir? (passando a mao pela cara dela)

Rita - Nop. (Beijou-o, chupando-lhe de seguida o lábio.) Sabes o que é que me apetece agora? (Sentou-se em cima dele)

David - Acho que tenho uma pequena ideia.

Rita - Tenho tantas saudades de ser tua, David... (disse, roçando-se um pouco nele)

David - Vem gata, vem ser minha... (sussurrou, enquanto largava longos beijos molhados ao longo do pescoço dela)






sexta-feira, 15 de julho de 2011

Capitulo 70 - Tive um sonho mau.

(...)

Á noite, antes de adormecerem:

Rita - Estou mais descansada por ele estar aqui em casa connosco. ( deitou a cabeça no peito dele)

David - Pois é (Deu-lhe um beijinho na cabeça enquanto lhe fazia festinhas) vou ver se ele está bem (Levantou-se e foi ao quarto do Dê... Voltou momentos depois) Já tá dormindo. (sussurra e volta a deitar-se)

Rita - Ainda bem que já está tudo a ficar bem.. De certeza que vamos arranjar um dador.

David - Parece que a nossa vida levou uma volta de 180º, pô...

Rita - (Pôs-se em cima dele e beijou-o, depois pôs as suas mãos uma em cima da outra no peito dele, onde encostou o queixo e ficou a dar beijinhos no queixo dele) Eu já nem tenho forças para chorar.

David - cê nao vai ter mais que chorar. (Pôs a mão na cara dela e beijou-a)

Os beijos foram ficando mais quentes e o ambiente também. O David tirou a camisola e pôs-se em cima dela sem a parar de beijar.
Ele pôs a sua mão por baixo da camisola dela e como estava sem soutien, ele pousou a mão no seu seio e apertou levemente. Mas tudo aquilo acabou quando o Dêzinho entrou no quarto.

Dê - mamã... (David saiu de cima dela e voltou para onde estava)

Rita - Estás bem, amor? (recompôs-se)

Dê - Tive um sonho mau. Posso domir com voxês?

David - Claro, moleque. Vem cá. (arranjaram espaço entre eles, onde o Dê e o Dino (xD, o boneco) se deitaram. Deitaram-se os dois virados para o lado do menino a fazer-lhe festinhas. O David colocou a outra mão na cabeça de Rita e ela beijou-a)

Dê - Ainda bem que já tou em casa.

David - Cê já vai ficar bom, seu traquina.

Dê - Papá... mamã. Gosto muito de vocês (enroscou-se para o lado da mãe, e David chega-se para ele)

Rita - Nós tambem gostamos muito de ti, pequenino. (Sem querer, uma lágrima escapa dos olhos dela. Lagrima essa que David limpa da cara da mulher)

Dêzinho - durmam bem papá e mamã. (disse de olhos fechados)

Rita - até amanhã.

Acabaram por adormecer os 3.

O dia seguinte era dia de jogo e o Dêzinho estava super entusiasmado por voltar ao estádio, pois iria entrar com o pai, no campo. A Rita vestiu-lhe o equipamento a dizer 'David 23' nas costas e foram para o estádio. O David já se encontrava lá . Antes de começar o jogo, Dêzinho e a mãe, foram até ao balneário. Entraram os dois e repararam que os jogadores já se estavam a equipar.
O pequenino mal entrou no balneário largou a mão da mãe e foi a correr para o pai.

Dê - papáá!!  vais marcar um golo para mim, nao vais?

David - Davii! Já tão aqui.. (pega no filho e dá um beijo á Rita)

Dê - Papá, eu quero um golo!

Rita - Olá pessoal

Eles - Olá (Hola, para alguns)

David - Meu amô, eu vou tentar, mas você tem é que falar ali com os avançados. (ele referia-se ao Cardozo e ao Saviola)

Savi - Yo voy a marcar un gol para ti.

O pequenino enroscou-se ao colo do pai, com vergonha.

Dê - ó papá!...

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Capitulo 69 - Adeus, Madalena.

Dêzinho - ó papá!

Rita - A Joaninha já vem aí dar-te o pequeno-almoço.

David - Agora o papá vai ter é de ir trabalhar... tá bom?

Dêzinho - vais macar um golo?

Rita - Qualquer dia vais ver o pai ao estádio...

David - E o papá marca um golo pra você..

Dêzinho - Boa, papá!

David - Vá, um beijo. (Dá um beijinho na bochecha do filho, e depois na Rita) Eu venho já (despede-se também dos pais e vai embora)


Rita - Bom trabalho, amor.

(...)

Uma Semana Depois:

David - Não pode ser... Tem de haver algum jeito..

Dr. Francisco - Lamento, mas vamos ter que o por em lista de espera, e esperar que apareça algum dador compatível.

Rita - o senhor tem a certeza ao resultado das análises?

Dr. - Infelizmente, sim... Agora só nos resta esperar...  Ele já pode ir para casa até arranjarmos um dador... se ele tiver uma recaida, venham imediatamente para aqui, está bem?
David - Sim...

Dr. - A Joana já arrumou as coisinhas dele, é só irem vesti-lo. Podem ir.

Rita - Está bem, doutor. Adeus.

Então, foram até á salinha dos brinquedos onde estavam alguns meninos a brincar. O Dêzinho estava num cantinho da sala, com a Madalena a brincar com legos.

David - Davii?

Dê - Papáááá!! (O menino foi a correr para o pai. Ele agachou-se e envolveu o filho num abraço bastante tornurento)

Rita - Queres ir para casa, amor?

Dê - Sim, mamã..

Rita - Vamos vestir, então...

Foram para o quarto e quando estavam prontos para ir para casa e estavam a ir para a saida do hospital, o Dêzinho disse:

Dê - Mamã, nao podemos ir embora! (estava ao colo do David.)

Rita - Porquê, amor?

Dê - Temos que trazer a Lena, mamã!

David - Agente nao pode fazer isso, meu amô...

No momento em que iam embora, ouviu-se uma correria até ao tal quarto dos brinquedos. Momentos depois, viram uma maca com a Madalena, inconsciente.

Dêzinho - Papá, o que é que a Lena tem?

David - Nada.. (encostou a cabeça do menino ao seu ombro para que ele nao pudesse ver)

A maca dirigiu-se para o quarto ao lado do do David e ouviu-se:

- AFASTEM-SE! (Provavelmente a tentar reanimá-la, gritava o Dr. João)

Dr. Joana - João, esquece... Vou declarar: Hora da Morte: 10h04m...

Assim que a Rita ouviu aquilo, desatou a chorar.

Rita - Vamos embora, David.

Foram para casa e o Dêzinho ficou logo entusiasmado por poder ir brincar com os seus brinquedos.
Minutos depois, quando a Rita estava sentada no sofá, o Dêzinho vai ter com ela.

Dêzinho - mamã?

Rita - Sim?

Dê - O papá?

Rita - Está lá fora. Queres ir brincar com ele?

Dê - sim.

Então abriram a porta vidrada, que dava para o jardim. O David tinha ido dar um mergulho, mas já tinha saido e já estava sentado á beira da mesma, com os joelhos flectidos e com os cotovelos apoiados nos mesmos.

Dê - papá, vamos jogar á bola?

David - Oh amô, o papai vai ter que ir trabalhar (deu-lhe um beijinho na testa assim que se levantou)

Rita - tás bem, amor? (ela tinha reparado que ele estivera a chorar)

David - Tá, gatinha.. (Dá-lhe um beijo rápido) Vou tomar um banho..

Rita - Tá bem.. Eu vou dar de comer a este pirralho.. (o menino riu-se assim que ela o pegou ao colo)

O David foi tomar o duche e a Rita dar de comer ao filho.

Rita - Então, Dê? O que é que te apetece?

Dê- FUTRINHA!

Rita - Maçã ou banana?

Dê - Os dois! (fez '2' com os dedos)

Entao ela cortou a fruta aos bocadinhos e deu-lhe numa tacinha.

David - amô, vou andando. (Disse, ao entrar na cozinha)

Dê - papá, papá! Toma Futrinha! (esticou os braços com a taça numa mao e uma colher na outra) qués banana ou maxã?

David - banana (ri-se)

Dê - Toma... (Dá-lhe um bocadinho)

David - Hum.. que bom. Vá meu amô. o papai tem que ir.

Dêzinho - Amanha quero ir ver o golo! (no dia seguinte havia jogo da Liga Europa: Benfica - PSV)

Rita - Sim, nós vamos.

David - Vá, eu vou indo. Adeus amô.

Dê -Adeus papá.

Rita - Dê, fica a comer, que a mamã vai com o papá á porta.

Dê - Continuou a comer.

Ela foi com ele até à porta.

Rita - Ele parece melhor, nao parece?

David - Sim, já me põe um pouco menos preocupado.

Rita - Vai tudo ficar bem, amor (Colocou a sua mao na cara dele, e ele fez o mesmo na cara dela)

David - (com a testa encostada á dela) Te amo..

Rita - Eu tambem te amo.. (rossou o seu nariz no nariz dele, fazendo-se seguir por um beijo lento e carinhoso que não trocavam há bastante tempo) Até Logo... (Beijou-o outra vez.)

David - Até logo. (E saiu)

domingo, 12 de junho de 2011

sábado, 28 de maio de 2011

Capitulo 68 - Sabes que vai doer, nao sabes? (Parte II)

Rita - vamos... Fogo já estou nervosa.

David - Eu posso ir primeiro, cê vai ver que vai passar rápido.

E então lá saíram do carro e dirigiram-se ao Doutor Francisco que lhes indicou a sala onde fazer a transfusão.

D.Francisco - quem é o primeiro? (Retirou a seringa do armário)

Rita - Queres que vá eu? (Dirigiu-se a David)

David - Não, eu vou... Não vai custar nada. (piscou-lhe o olho.

D.Francisco- Então podes despir a camisola e vestir esta bata (entregou-lhe a tal bata)

O David assim o fez. Despiu a camisola, que entregou à Rita, vestiu a bata e deitou-se de lado na marquesa. A Rita sentou-se ao pé dele e agarrou-lhe na mão. Entretanto o D. Francisco também se sentou pronto para iniciar o processo.

D.Francisco - Vá, agora tenta relaxar.

Ele respirou fundo e o doutor começou a enfiar-lhe a agulha no fundo das costas. Apertou a mão da mulher que conseguia ver o seu sofrimento, apesar de este o tentar esconder. David encontrava-se de olhos serrados, talvez para evitar que as lágrimas invadissem o seu rosto.

D. Francisco - Pronto. Já passou (Retirou-lhe a agulha e colocou-lhe um penso) Podes tirar isso e veste a camisola. Rita, agora és tu. (ele passa-lhe a bata, ela tira a camisola e veste-a)

Ela deita-se e o doutor procede com o que fez com David. Rita nao se conseguiu conter e soltou bastantes lágrimas, se calhar pela dor da agulha ou talvez pela dor da doença do filho.

D. Francisco - Pronto. Podes vestir-te. Estejam descansados que assim que tiver o resultado das análises, aviso-vos.

Rita - Obrigada, doutor. (vestiu-se)

Doutor - Mas vá, acalmem-se, senão o bebé sente-se pior...

David - e como é que ele tem estado, doutor?

Doutor - Melhorzinho, como têm visto. Mas nao nos podemos esquecer que é um bebé... Temos que ter muito cuidado e atenção.

David - Pois... Afinal não era nenhuma simples constipação... (Sai da sala)

Rita - David?! Desculpa Doutor (ela ia a sair do consultório mas o doutor voltou a chamá-la)

David - Rita? (Foi ter com ela e agarrou-lhe na mão) Desculpa...  O David tem razão. O erro foi meu.

Rita - Ninguém é perfeito, doutor...

Doutor - A minha imperfeição pode custar uma vida, Rita... Se acontecer alguma coisa eu juro que...

Rita - Não diga isso, doutor. Vamos e vai fazer tudo para que o meu filho sobreviva, tenho a certeza... (abraça-o) Mas vá... vou ver do meu marido...

Doutor - Falas com ele, minha filha?

Rita - Sim, esteja descansado...

Ela foi até ao quarto onde estava o filho ainda a dormir.

Rita - Oh David, nao precisavas de dizer aquilo assim ao senhor! (sussurrou)

David encontrava-se no chão, sentado, quando ela entrou no quarto mas levantou-se assim que ela lhe dirigiu a palavra.

David - Eu acho que ainda nao tou acreditando, meu amô. (chegou ao pé dele e abraçou-o)

Rita - Temos que ter fé, David.. tenho a certeza que o nosso menino ficará bem.

O telémovel de David toca.

David - alô?

D.Regina - Oi, meu filho..

David - Mãe, como é que cê tá?

D. Rê - Vem cá á porta do hospital que eu e seu pai estamos aqui...

David - cês tão aqui?

D. Rê - Vá, vem garoto. (desligou)

David - Vamo vamo... (foi andando até á porta)

Rita - Onde?

David - Meus pais tão cá.

Assim que Rita vê a Dona Rê, corre para a abraçar e quando sente os braços dela a envolverem-lhe o corpo, nao resiste em começar a chorar. David, depois de abraçar o pai, junta-se ao abraço da mãe e da mulher, bastante choroso.

Sr. Lau - Vá, vocês têm que se acalmar.

D.Rê - Sim, seu pai tem razão, Davi... Cês têm que ter fé... o menino vai ficar bem... a gente vai rezar por ele.. Mas agora vamo ver o meu netinho?

Rita - Obrigada, sim, vamos.

Foram todo para o quarto onde o Dêzinho se encontrava, já acordado. Quando viu os avós, esboçou logo um sorriso.

Dêzinho - Vovó?!

D. Rê - Oh meu amô... Como é que cê tá?

Dêzinho - Bem.. (brincava com o Dino) Vó, quero ir pa casa!

D.Rê - Oh garoto... Cê vai sair daqui num estantinho, cê vai ver...

Lau - Então moleque!! Dá um beijo ao seu avô. (Ele esticou-se e deu um beijo babado na bochecha do Lau)

Dêzinho - Papá, posso ir bincar com a Lena? (A Lera era a Madalena: Uma amiguinha que ele tinha arranjado, com a mesma doença mas mais prolongada, na  sala dos brinquedos)

David - Cê só pode ir depois de ir comê, meu amô...

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Capitulo 68 - Sabes que vai doer, nao sabes? (Parte I)

Já se tinha passado uma semana e o Dêzinho continuava internado, no entanto, já não estava a soro, e já ia brincar com os outros meninos.
David e Rita ainda nao tinham ido trabalhar, porque passavam os dias no hospital. Ela já tinha avisado a madrinha que tinha que fazer uma pausa lá na empresa, e já tinha dito á Ines que não ia á faculdade. O David, por outro lado, ainda nao tinha avisado ninguém, apesar de o Rui Costa já lhe ter ligado,  ele nao atendeu. Mas o Ruben deve tê-los avisado.
Entretanto, o Doutor Francisco já tinha falado com eles e iam os dois ceder um pouco da medula, e estava na altura de o fazer.
E enquanto estavam no carro, a dirigirem-se para o hospital:

Rita - Estás com medo?

David - Não (tirou os olhos da estrada e sorriu-lhe)

Rita - Mas sabes que vai doer, não sabes?

David - Sei, meu amô (pousa a sua mao direita na perna dela) Mas nao e preocupa, não.. agente vai ajudar o nosso filhote e nao importa a dor. Doia mais se... ia ser pior se ficassemos sem ele.

Rita - (arrepiou-se) Não digas isso..

David - Sim, desculpa.. Vai ficar tudo bem.. cê vai ver.

Rita - Bem, mas nao vamos falar disso para eu nao ficar nervosa.

David - cê nao tem que ficar nervosa, eu vou tar lá com você

Rita - Sim, eu sei amor... eu sei. É verdade... Tu ainda nao falaste com o Rui (costa) sobre o menino, pois nao?

David - Não, ainda nao tive paciencia para atender o celular.

Rita - Tens que tratar disso

David - Se eu tiver que escolher entre a carreira e o meu filho, nem penso duas vezes, amo.

Rita - Fogo, porque é que isto nos tinha que acontecer a nós

David - Eu acho que nao tou nem acreditando ainda...

Rita - Já contas-te á tua mae?

David - Nao. Ainda nao consegui... Mas ela reparou que eu estava estranho.

Rita - Pois, eu compreendo.

Chegaram ao parque de estacionamento do hospital, ele parou o carro, ambos tiraram o cinto e ficaram a olhar um para o outro...

Capitulo 67 - Tem calma, miuda...

Dêzinho - Quero ir para casa, mamã!

David - Cê vai ter que ficar aqui, meu amô.

Dêzinho - Eu não quero ficar aqui sozinho! (o queixo do bebé começava a tremer... ia começar a chorar a qualquer momento)

Rita - nós nao vamos sair daqui, meu amor. Nunca te vamos deixar sozinho.

Dêzinho - Onde é que está a Vi?

Rita - Está em casa...

Dêzinho - E o padinho?

Ruben - Cucú! Aquii!! (entram todos no quarto e imediatamente aparece um sorrisão no lábios do menino) Então campeão? Como é que vai isso? (aparece por trás de David e coloca-lhe a mão no ombro por uns instantes)

Dêzinho - FIXE! (Fez um gesto de 'Fixe' com o polegar, mesmo à bebé trapalhão)

Ruben - é mesmo assim! dá cá mais 5!

Mas quando o Rui o ia cumprimentar, o menino desmaiou.

Rui - Puto? Meu puto?

Rita - Ó meu Deus!

O David correu a chamar a enfermeira.

Ruben - Tem calma, miuda... Ele fica bem

Rita - Eu não quero perder o meu filho, ruben! (começou a chorar)

Ruben - Ó ritinha! não vais nada perder o teu filho... ele fica bem. Eu sei que sim. (abraça-a)

Enfermeira - (ao entrar no quarto com David, muito apressada) Tenho que vos pedir para sair.

David - Mas...

Enfermeira - Peço desculpa mas têm que sair.

E então lá sairam. Voltaram á infernal sala de espera onde uns estavam sentados e outros em pé a andar de um lado para o outro sem nunca saber o que se passava.

David - Porra, tão demorando tanto, pô!

Rita - Será que está tudo bem? Estou com tanto medo, David.

Ana Rita - Está tudo bem, de certeza. Os médicos cuidam dele.

A enfermeira vem e eles levantam-se logo.

Rita - Então?

Enfermeira - O vosso filho está bem. Agora está a dormir e vou pedir-vos que o deixem descansar. Podem ir para casa descansar também que eu estarei sempre no quarto dele, caso aconteça alguma coisa.

Rita - (olhou para David) David, eu não vou... não saiu daqui.

David - Eu tambem não saiu daqui (sentou-se)

Ruben - David, se calhar é melhor ires para casa.

David - NÃO VOU, PORRA!

Tixa - A sério, é melhor vocês irem.

David - NÃO VOU SAIR DAQUI, CARACA! É O SEU FILHO QUE ESTÁ LÁ DENTRO? NÃO É POIS NÃO? (gritou e foi apanhar ar á porta do hospital)

Rita - David? (levantou-se para ir atrás dele)

Ruben - Eu vou lá (foi a correr ter com o amigo) Mano?

David - Me deixa sozinho, Ruben... (ele estava sentado no chao, encostado á parede com os cotovelos apoiados nos joelhos e nos braços a olhar para o chão)

Ruben - Ó cara de cu, claro que não te vou deixar sozinho.. (senta-se ao pé dele e repara nas lágrimas que lhe escorriam pela cara, passando pelo nariz, até ao chão)

David - Nao pode tar acontecendo isto, mano... Não pode... (levantou a cabeça, mas continuou a chorar)

Ruben - Vamos lá para dentro, vais para casa descansar com a Rita... Fá-lo por ela, pelo menos.

David - Tá bom, Vamo (levantaram-se)

Entraram e voltaram á sala de espera.

David - (limpava os olhos enquanto falava) Vamo, amô?

Rita - Oh amor... (abraça-o e ele pousa o queixo na sua cabeça)

David - Vamo para casa, vamo descansar (Dá-lhe um beijinho no topo da cabeça)

Rita - está bem

Entao foram todos para os seus respectivos carros. Durante o caminho, Rita adormeceu... O David ligou o leitor baixinho e estava a dar a música 'The man who can't be moved' dos The Script. Ainda deixou cair umas lágrimas mas teve que se concentrar na estrada. Quando chegaram á garagem de sua casa, Rita ainda dormia, por isso, ele pegou nela ao colo e levou-a para casa, onde a deitou na cama e foi á casa-de-banho.
Ela acordou e foi á cozinha beber água; voltou para o quarto, despiu-se, deitou a roupa para o chão e voltou a deitar-se. Quando ele saiu da casa-de-banho, foi despir a sua roupa, mandando-a tambem para o chão, ficando só de boxers e como nao tinha sono, foi para a sala ver televisao mas passado umas horas, acabou por adormecer.
Eram 4h00 e Rita acordou com o barulho da televisão por isso foi ter com ele á sala. Desligou a televisão e ajoelhou-se á frente dele.

Rita - David? Anda para a cama...

David - (abrindo os olhos devagarinho) hã?

Rita - vá, vamos.

Ela foi para o quarto e deitou-se para o lado de fora da cama. O david ainda tinha ido á casa de banho e quando voltou, deitou-se na cama e abraçou-a por trás fazendo com que se encaixassem um no outro

Rita - Ainda bem que me acordas-te. (sussurrou)

David - Porquê?

Rita - Estava a ter um pesadelo.

David - (beija-lhe a nuca)  Shiu... não vamos falar sobre isso. Dorme.

Rita - Amo-te

David - Tambem te amo... muito muito muito muito! (apertou a força do abraço <3)

Horas depois acordaram, nem tomaram o pequeno almoço e foram ao hospital ver o menino.
Quando lá chegaram foram logo ao quarto onde ele se encontrava. Ele estava sentado na cama a brincar com um brinquedo que a enfermeira lhe tinha dado.

Dêzinho - papá! mamã! (ele queria saltar para o colo deles, mas ainda estava ligado a soro)

David - Bom dia, meu moleque! (o bebé esticou os braços para o pai e david abraçou-o e deu-lhe muitos beijinho na bochecha)

Rita - Bom dia, meu pequenote! (Ela foi lá e repetiu o gesto de David)

David - agente tem uma surpresinha para você

A Rita tirou da mala um ursinho de peluche que ele pedia á seculos, mas eles ainda nao lhe tinham dado.

Dêzinho - O DINO!! (agarrou-se ao peluche)

David - Dino?

Dêzinho - sim papá! o meu novo amigo.

Efermeira joana - Cucú!

Dêzinho - Olá joaninha

David e Rita - Bom dia.

Enfermeira - Dêzinho, vamos papar?

Dêzinho - não!

David - Ué, não? Vá, o papai dá. (pega no tabuleiro onde estava o pequeno almoço dele e pousou-o na cama)

Dêzinho - Oh papá!

David - Cê vai ter que comer, David.

Dêzinho - Tá beeeeeem...

David sentou-se ao pé do filho, Rita sentou-se na cadeira ao lado da cama, e ele começou a dar a Cerelac  ao bebé.